A cobrança de cinco meses de salários feita por Pepê colocou o Vitória diante de uma dívida superior a R$ 2 milhões. O meia-atacante recorreu à ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) para questionar os valores que afirma não ter recebido.
Pepê está emprestado ao Cuiabá, mas continua vinculado contratualmente ao clube baiano. Pelo acordo entre as equipes, o Cuiabá assumiu 40% dos vencimentos, enquanto os outros 60% permaneceram sob responsabilidade do Vitória.
Salários mantidos no contrato
A cobrança se refere justamente à parcela atribuída ao Vitória. De acordo com Pepê, os pagamentos ficaram pendentes durante cinco meses. Somados, os valores ultrapassam R$ 2 milhões.
O jogador defendeu o Vitória antes de seguir para o Cuiabá. A mudança de equipe, porém, não encerrou as obrigações previstas no contrato de empréstimo. Por isso, a dívida continuou relacionada ao clube baiano mesmo durante a passagem de Pepê pelo time cuiabano.
O meia-atacante surgiu nas categorias de base do Flamengo e construiu parte de sua trajetória recente no Vitória. Depois de deixar o clube por empréstimo, levou a pendência salarial a uma instância de resolução de disputas.
Ao apresentar a reclamação, Pepê busca uma solução para os valores que considera devidos. O caso deverá seguir os procedimentos da ANRESF, com possibilidade de manifestação das partes envolvidas.
A cobrança cria uma nova frente de atenção para o Vitória fora dos gramados. O caso também mostra que o empréstimo não afastou as responsabilidades financeiras previstas no acordo original entre o clube baiano e o Cuiabá.



