Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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O primeiro gol de Pelé pelo Santos nasceu em um amistoso em Santo André

Aos 15 anos, o atacante entrou no segundo tempo, marcou na vitória por 7 a 1 e iniciou a trajetória que o levaria a 1.283 gols.

O primeiro gol de Pelé pelo Santos nasceu em um amistoso em Santo André

A estreia de Pelé no time adulto do Santos aconteceu em um amistoso que, inicialmente, não despertava grande atenção. Em 7 de setembro, no estádio Américo Guazzeli, o adolescente entrou no segundo tempo contra o Corinthians Futebol Clube, de Santo André, e marcou o sexto gol santista na vitória por 7 a 1.

Edson Arantes do Nascimento tinha 15 anos, 10 meses e 15 dias. A partida foi disputada no bairro da Vila Alzira e valia o Troféu Independência, criado em referência à data em que se comemorava a independência do Brasil em relação a Portugal. O estádio não existe mais.

Um gol com registros corrigidos

Os relatos sobre o público e a sequência dos lances apresentam divergências. A autoria do gol também foi registrada de forma incorreta inicialmente. O mesário Nelson Cerchiari atribuiu o tento a Raimundinho, outro jogador que entrou na etapa final, mas corrigiu o documento 13 anos depois.

Schank, que jogava pelo Corinthinha, contou que Hélvio afastou a bola de cabeça antes de Pelé driblar um marcador, passar por Zico e Dati e finalizar na saída do goleiro Zaluar. O arqueiro, que defendia o chamado Galo Preto da Vila Alzira, passou a carregar um cartão de visitas com a inscrição “Zaluar Gol de Rei Pelé 001”.

Do apelido Gasolina ao reconhecimento

Naquele período, Pelé também era chamado de Gasolina. Segundo Urubatão, colega do Santos, o jovem se destacava pelo comportamento respeitoso com os companheiros mais velhos e com dona Georgina, proprietária da pensão onde morava em Santos.

“Era um menino extremamente educado, incapaz de responder mal para qualquer pessoa”, disse Urubatão em depoimento de 2007. Hélvio e Vasconcelos costumavam pedir ao garoto tarefas como comprar cigarros, enquanto ele trabalhava para melhorar o chute com a perna esquerda.

Pepe afirmou que Pelé chutava mal com a esquerda quando chegou ao clube, mas passou a treiná-la até alcançar um nível semelhante ao da direita. O ponta-esquerda também descreveu a evolução do atacante.

A transformação em Rei

A oportunidade naquele jogo surgiu porque o compromisso era visto como pouco relevante. Em 1957, Pelé se tornaria uma peça importante do Santos e chegaria à seleção brasileira. No ano seguinte, já era chamado de Rei.

Antes da consagração associada à conquista do Brasil na Copa de 1958, houve a vitória santista por 5 a 3 sobre o America, do Rio de Janeiro. O escritor Ruy Castro apontou esse jogo como o momento em que o menino, conhecido por nomes como Dico, Gasolina, Bilé, Pelé e Telé, passou a ser identificado precocemente com a realeza do futebol.

A expressão ganhou força após o triunfo brasileiro no Mundial, em texto da revista francesa Paris Match. Em fevereiro daquele ano, porém, Nelson Rodrigues já havia escrito que Pelé se sentia rei ao dominar a bola e driblar os adversários.

A trajetória que seria associada a 1.283 gols começou, portanto, com um adolescente educado, encarregado às vezes de buscar cigarros para os companheiros, marcando pelo Santos diante do Corinthinha em Santo André.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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