VALÊNCIA — A Justiça espanhola marcou para 17 de fevereiro de 2027 o julgamento do processo aberto pelo Valencia contra a Netflix e a Conspiração Films por causa do documentário “Baila, Vini”, dedicado ao atacante Vinicius Junior, do Real Madrid.
O clube pede compensação financeira e a correção de um trecho da produção. A contestação envolve a forma como manifestações de torcedores no Estádio Mestalla foram apresentadas e legendadas no documentário. O Valencia afirma que a edição provocou dano à honra institucional da agremiação.
Divergência entre áudio e legenda
O episódio analisado ocorreu em 21 de maio de 2023, durante a partida entre Valencia e Real Madrid pelo Campeonato Espanhol. O jogo foi marcado por manifestações racistas contra Vinicius Junior nas arquibancadas do estádio.
Na ação, o Valencia sustenta que há diferença entre o áudio captado durante a partida e a legenda exibida no documentário. Conforme a versão apresentada pelo clube, os torcedores registrados nas imagens gritavam “estúpido”, mas a produção utilizou “macaco” na legenda.
A discussão sobre essa diferença é um dos pontos centrais do processo. Além da reparação financeira por danos à imagem, o Valencia solicita a alteração do trecho na versão final do documentário.
O conteúdo questionado foi disponibilizado no catálogo global da Netflix e também compartilhado e veiculado nas redes digitais de Vinicius Junior. A ação foi aceita pela Justiça espanhola há cerca de um ano.
O Valencia Club de Fútbol aparece como autor do processo, enquanto Netflix e Conspiração Films são rés. A audiência está prevista para 17 de fevereiro de 2027, em Valência, na Espanha. Nessa data, os magistrados vão analisar os pedidos apresentados pelo clube.



