O meio-campista Granit Xhaka admitiu ter comprado um certificado falso de vacinação contra a Covid-19 durante o período de restrições sanitárias. Capitão da Suíça no último ciclo de Copa do Mundo, ele foi afastado das convocações da seleção nacional após o caso e deverá comparecer ao tribunal em outubro para responder criminalmente.
Em uma carta aberta aos torcedores, Xhaka afirmou que tinha grande desconfiança em relação às vacinas desenvolvidas durante a pandemia. Segundo o jogador, o medo e a incerteza afetaram sua capacidade de decisão, levando-o a buscar o documento fraudado em vez de esclarecer as dúvidas pelos canais apropriados.
“Foi um erro. Peço desculpa”, declarou o atleta, que também assumiu a responsabilidade pela decisão e afirmou estar disposto a cooperar com as autoridades competentes.
Investigação em Lucerna
A manifestação ocorreu depois que o Ministério Público de Lucerna abriu uma investigação sobre o episódio. O jogador é acusado de obter de forma fraudulenta uma falsa certificação e de adulterar documentos públicos na Suíça.
Pelas normas do Código Penal suíço, Xhaka pode receber uma pena de até cinco anos de prisão. A defesa, porém, trabalha com a possibilidade de uma punição financeira, considerando que o meio-campista é réu primário e não possui antecedentes criminais.
Além das consequências judiciais, o caso teve impacto na relação do atleta com a seleção suíça. Xhaka era apontado como capitão e principal referência da equipe no ciclo anterior da Copa do Mundo, mas ficou fora das convocações depois da repercussão do episódio.



