O Ministério Público de São Paulo denunciou Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por crime de apropriação indébita continuada. A Promotoria afirma que ele usou recursos do clube para pagar despesas particulares de segurança e pediu à Justiça o bloqueio de seus bens.
A denúncia foi apresentada pelo promotor Cássio Roberto Conserino e envolve a Bear Security Ltda. Segundo o Ministério Público, a empresa fazia a segurança pessoal de Stabile sem autorização da Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. A apuração também aponta que o Corinthians seria o único cliente da companhia desde sua criação.
Valores cobrados e contrato
Os pagamentos à Bear Security teriam começado em julho de 2025, antes de Stabile assumir a presidência do Corinthians. O contrato formal entre a empresa e o clube, no entanto, teria sido assinado apenas em março de 2026. A Promotoria afirma ainda que a companhia está registrada em nome da esposa de um dos policiais militares que já faziam a segurança do dirigente.
O MP pede que Stabile devolva R$ 721.194,66 ao Corinthians. Também solicita o pagamento de R$ 540.895,99 por danos morais, quantia correspondente a 75% do prejuízo material. O bloqueio de bens foi requerido como garantia para um eventual ressarcimento.
Durante o andamento do caso, a Promotoria quer impor medidas cautelares ao presidente. Entre elas estão a proibição de entrar nas dependências do Corinthians, a restrição de contato com testemunhas e outros dirigentes e a suspensão de qualquer função de representação institucional exercida por ele. O MP também pediu que Stabile não deixe o país sem autorização judicial.
Conserino afirmou que a investigação identificou indícios de gestão temerária, possível desvio de finalidade e uso irregular de recursos. O promotor informou que pretende encaminhar o material à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social. Na denúncia, declarou haver “indícios gritantes de gestão temerária, desvio de finalidade, de recursos e risco à integridade institucional do Corinthians”.



