A Polícia Federal realizou uma vistoria nas dependências do Parque São Jorge, sede social do Corinthians, para verificar a situação cadastral da empresa responsável pela segurança patrimonial do local. A ação ocorreu nesta quinta-feira (24) e foi descrita como um procedimento de rotina para conferir licenças e documentos de empresas privadas do setor.
De acordo com o Corinthians, os agentes analisaram registros operacionais apresentados pelos responsáveis no local. Após a checagem das autorizações e da regularidade das atividades, a equipe encerrou a diligência e deixou o complexo esportivo.
A vistoria não está relacionada ao processo movido pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra o presidente do clube, Osmar Stabile. A ação apura uma suposta apropriação indébita envolvendo o uso de recursos do Corinthians para pagar a Bear Security, empresa contratada para fazer a segurança pessoal do dirigente e de familiares.
Processo envolvendo o presidente
A denúncia apresentada pelo Ministério Público registra repasses de R$ 721 mil à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026. A prestadora, conforme a acusação, não teria autorização federal para atuar com segurança privada. O caso levou a um pedido de abertura de inquérito na esfera federal para aprofundar a apuração financeira.
Quando o processo se tornou público, Osmar Stabile afirmou às autoridades que a contratação ocorreu em razão das responsabilidades do cargo e de episódios repetidos de intimidação enfrentados durante o mandato.
Em nota, o Corinthians reiterou que a segurança particular foi adotada por causa de riscos à integridade física do presidente e de seus familiares. A diretoria também afirmou que a ação desta quinta-feira se limitou à verificação de documentos e da situação da empresa responsável pela segurança da sede.



