Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Moraes acusa interferência estrangeira em relatório sobre mensagens

Ministro do STF afirma que documento sobre sua relação com Daniel Vorcaro pode ter sido produzido por agentes externos.

Moraes acusa interferência estrangeira em relatório sobre mensagens
Foto: Reprodução/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório da Polícia Federal sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro pode ter sido produzido com auxílio de agentes externos, possivelmente estrangeiros. Em sua defesa, apresentada à presidência do STF, ele classificou o documento como “imprestável”.

Moraes declarou que o relatório representaria uma tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. O ministro relacionou a apuração às ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que, segundo ele, tentou abolir o Estado Democrático de Direito por meio de um golpe de Estado.

O STF define nesta terça-feira, 15, se abrirá uma investigação contra Moraes. Ele também levantou a possibilidade de que o documento tenha sido inserido nos sistemas da Polícia Federal. Na avaliação do ministro, o afastamento do diretor-geral da corporação, delegado Andrei Rodrigues, teria sido comemorado por autoridades estrangeiras e poderia ter impedido a verificação da origem do relatório.

Argumentos apresentados

Na defesa, que tem 44 páginas, Moraes questionou a cadeia de custódia do material. Segundo ele, falhas nesse procedimento permitiriam a inclusão de arquivos falsos, mensagens em blocos de notas e outras irregularidades, especialmente quando o conteúdo apreendido é encaminhado ao gabinete do magistrado relator sem procedimentos mínimos de segurança.

O ministro afirmou ainda que terceiros poderiam ter acessado o arquivo. Ele disse que o prazo de elaboração foi de 72 horas e considerou esse período incompatível com a produção do relatório. Para Moraes, os metadados indicariam que o documento não foi elaborado efetivamente pela Polícia Federal, mas por agentes externos que teriam enviado o resultado à corporação.

Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo Donald Trump em 30 de julho de 2025, com base na Lei Magnitsky. A medida previa bloqueio de eventuais bens e restrições a transações financeiras nos Estados Unidos. Em 12 de dezembro de 2025, o ministro e sua mulher, Viviane Barci, foram retirados da lista de sanções pela administração trumpista.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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