Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Advogada é presa no RS em investigação sobre exploração sexual e cárcere privado

Suspeita teria ameaçado uma vítima durante o deslocamento e foi detida preventivamente em Ijuí.

Advogada é presa no RS em investigação sobre exploração sexual e cárcere privado
Foto: Divulgação

Uma advogada foi presa preventivamente na sexta-feira (4), em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, durante uma investigação sobre cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. O caso envolve jovens submetidas à exploração no município.

A suspeita atuava na defesa de integrantes do grupo criminoso investigado. Conforme a Polícia Civil, ela havia assumido perante o Ministério Público o compromisso de garantir que as vítimas fossem libertadas e retornassem em segurança para as famílias.

Uma das mulheres relatou aos investigadores que foi ameaçada de morte pela advogada durante o deslocamento. A suspeita teria dito que mataria a vítima caso ela voltasse a procurar as autoridades. O relato foi usado para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

Investigação também alcança outro estabelecimento

Dias depois do fechamento da casa em Ijuí, a polícia fez uma operação em um estabelecimento de Planalto. Oito mulheres foram encontradas e resgatadas. A suspeita é de que o local fosse comandado pelo mesmo grupo investigado em Ijuí.

A organização criminosa seria liderada por um homem recolhido na Penitenciária Modulada do município. Além da advogada, uma mulher que trabalhava no estabelecimento e um homem apontado como gerente do grupo foram presos preventivamente nos dias seguintes à operação.

A investigação começou durante a Operação Momentum Libertatis, coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e deflagrada nos dias 20 e 21 de agosto. Na ação, três jovens foram resgatadas, entre elas uma mulher de 25 anos que estava grávida. Um homem responsável pela segurança do local foi preso em flagrante.

Segundo as investigações, o estabelecimento era controlado por uma facção criminosa. As vítimas seriam submetidas a um sistema de dívidas impagáveis para restringir sua liberdade. A Polícia Civil mantém o caso em apuração.

A OAB/RS informou que tomou conhecimento do caso na manhã desta terça-feira (8) e requereu acesso aos autos do inquérito para analisar os fatos e adotar as providências institucionais cabíveis.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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