CAMAQUÃ — A cadela Josi foi retirada de uma fenda em uma rocha após permanecer presa por cinco dias no interior de Camaquã, na região Sul do Rio Grande do Sul. O resgate envolveu ONGs da causa animal, a prefeitura do município, bombeiros e trabalhadores de uma pedreira.
O desaparecimento foi percebido no sábado (12). Os sons emitidos pela cadela — uivos, choros e latidos — podiam ser ouvidos por meio da abertura na pedra. A Associação Protetora dos Animais de Rua (Arca) pediu à prefeitura equipamentos para auxiliar na operação.
A primeira tentativa ocorreu na segunda-feira (14), com apoio dos bombeiros, mas não teve resultado. Na terça-feira (15), uma nova ação também não conseguiu alcançar o ponto onde Josi estava. Na quarta-feira (16), a prefeitura liberou uma retroescavadeira.
A máquina, porém, não foi suficiente para chegar diretamente ao local. Como as tentativas de quebrar a pedra não funcionaram, a equipe começou a cavar ao redor da fenda. A orientação de integrantes de uma pedreira ajudou a definir o caminho da escavação.
Sabrina Lemes, que atua na ONG, relatou que a equipe prosseguiu pelo barranco até encontrar a cadela. Segundo ela, Josi estava magra quando foi retirada, mas saiu animada. “Foi muito emocionante ver que o maquinista não desistiu”, disse Sabrina, ao destacar que o operador permaneceu no local durante a operação.



