Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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El Niño eleva risco de temporais e chuva intensa no Paraná

Simepar prevê chuva acima da média e maior risco de eventos severos no estado até o verão 2026/2027.

El Niño eleva risco de temporais e chuva intensa no Paraná

O El Niño está associado ao aumento das chuvas e à maior frequência de eventos meteorológicos severos no Paraná. O Simepar prevê períodos de precipitação acima da média, com possibilidade de grandes volumes concentrados em poucos dias, até o verão 2026/2027.

Esse cenário pode elevar o risco de temporais, granizo, raios, enxurradas, cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa. Embora a previsão indique chuva acima da média em todas as regiões do estado, os maiores desvios são esperados no Centro-Sul, no Sul, no Oeste e no Sudoeste.

Intensificação do fenômeno

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) informou que a temperatura na área de referência do Pacífico equatorial chegou a 1,8°C acima da média. Há probabilidade superior a 90% de que o El Niño seja classificado como muito forte entre a primavera e o verão no Brasil. Entre outubro e dezembro deste ano, a chance de o fenômeno alcançar a maior intensidade entre os eventos registrados desde 1950 é de 75%.

O pico é esperado entre novembro e janeiro. Nesse período, as previsões da NOAA indicam que a temperatura da superfície do mar pode ficar 2,9°C acima da média.

O Simepar ressalta que o El Niño influencia os padrões de precipitação e temperatura, mas o momento exato das chuvas depende dos sistemas meteorológicos que atuam sobre a região, como frentes frias, sistemas de baixa pressão e sistemas semiestacionários. Por isso, o órgão recomenda o acompanhamento contínuo das previsões e de suas atualizações.

Registros recentes de chuva

Os efeitos do El Niño já são observados no Paraná desde o início do inverno, em conjunto com frentes frias, cavados, sistemas de baixa pressão, jatos de baixos níveis e sistemas convectivos.

Em agosto, apenas três das 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação registraram chuva abaixo da média: Cianorte, Maringá e Apucarana. Em julho, quatro estações ficaram abaixo da média histórica: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba.

Na estação meteorológica de Palmas, foram registrados 311 mm de chuva em julho de 2026, o maior volume para o mês desde a instalação do equipamento na cidade, há 28 anos. Em junho, apenas a estação da Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, ficou abaixo da média histórica, com registro de 10,2 mm a menos que o valor médio do período.

O El Niño é a componente oceânica do fenômeno El Niño — Oscilação Sul (ENOS), caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. De acordo com o Simepar, o fenômeno pode alterar a circulação atmosférica global e influenciar a temperatura do ar e a precipitação em diferentes áreas da Terra por vários meses ou anos.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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