Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Servidora é investigada por desviar benefício social de moradores em Ponta Grossa

Polícia Civil afirma que mais de 100 cartões foram emitidos sem autorização, inclusive em nome de pessoas mortas, com desvio superior a R$ 22 mil.

Servidora é investigada por desviar benefício social de moradores em Ponta Grossa
Foto: Reprodução

Uma servidora da Prefeitura de Ponta Grossa é investigada por emitir cartões do programa social PG+Humana em nome de moradores que não haviam pedido o benefício. Entre os registros estavam pessoas falecidas. A suspeita teria usado os cartões com o marido para fazer compras e pagar despesas pessoais.

A Polícia Civil afirma que, entre novembro de 2025 e julho de 2026, foram emitidos mais de 100 cartões e desviados mais de R$ 22 mil. O programa oferece R$ 220 por mês a famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem no município.

A mulher trabalhava em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), onde tinha acesso a dados de pessoas de baixa renda que ainda não haviam solicitado o auxílio. Conforme a investigação, ela usava essas informações para pedir os cartões e depois falsificava as assinaturas nos termos de recebimento.

Como o caso foi descoberto

A suspeita surgiu quando uma pessoa procurou a Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa para solicitar o benefício e descobriu que já aparecia como beneficiária. A prefeitura realizou uma auditoria interna e encaminhou o caso às autoridades.

Policiais e servidores municipais analisaram cartões com possíveis irregularidades, ouviram os supostos beneficiários e compararam os registros com imagens de câmeras de estabelecimentos. Segundo o delegado Derick Moura Jorge, as imagens mostram a servidora e o companheiro usando cartões vinculados a terceiros.

As investigações também encontraram conversas do casal sobre despesas e compras, incluindo planos de ir à praia. Os cartões teriam sido utilizados para adquirir alimentos, itens para a residência e eletrodomésticos, além de pagar contas pessoais.

A servidora foi retirada da função anterior e passou a trabalhar em outro setor, sem acesso aos sistemas e aos cartões do PG+Humana. Ela e o marido foram indiciados por peculato e inserção de dados falsos em dispositivo de informações. Não houve prisão, porque a Polícia Civil avaliou que o afastamento impediu a continuidade da prática.

A Prefeitura de Ponta Grossa informou que adotou as medidas judiciais cabíveis, classificou o episódio como uma ação isolada e afirmou que os mecanismos de fiscalização continuam sendo aprimorados.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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