MARIALVA — Um homem foi condenado a 55 anos, 10 meses e 25 dias de prisão por estuprar e engravidar a própria filha, que tinha 13 anos na época dos abusos. O caso ocorreu em Marialva, no norte do Paraná. Após o nascimento da criança, exame de DNA confirmou que ele era o pai do recém-nascido.
A denúncia foi feita pelo Conselho Tutelar, e a investigação começou depois que a adolescente ficou grávida. De acordo com o promotor Ricardo Barison, do Ministério Público do Paraná, o pai era o principal suspeito porque era a única pessoa que morava com a vítima.
O nome do condenado não foi divulgado para preservar a identidade da adolescente. Ela também não prestou depoimento durante a apuração, para que o investigado não percebesse a investigação e fugisse da cidade.
Durante uma consulta médica na gestação, o homem acompanhou a filha ao hospital. Diante da suspeita, a Polícia Científica recolheu talheres e uma máscara facial descartados por ele para analisar o material genético. Depois do nascimento, o material foi comparado ao do recém-nascido. A confirmação da paternidade levou à prisão do homem após a conclusão do laudo.
A criança foi encaminhada para adoção após a entrega voluntária. A adolescente passou a morar com a mãe em outro estado.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 30 mil à vítima como reparação mínima pelos danos causados.



