Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Policial penal é preso no RS em investigação sobre furto de R$ 10 milhões

MP apura desvio de ouro, uso de contatos funcionais e pagamentos ligados a carros de luxo, viagens e veículos aquáticos.

Policial penal é preso no RS em investigação sobre furto de R$ 10 milhões

O policial penal Cassiano Uflacker Lutz de Castro foi preso preventivamente em uma investigação iniciada após um suposto furto de R$ 10 milhões de um familiar. A prisão foi cumprida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria Especializada Criminal, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Cedida ao Ministério Público, a pessoa investigada atuava no Gaeco, estrutura voltada a apurações sobre organizações criminosas e crimes como corrupção. Conforme a apuração, o policial teria retirado da residência da família, na Zona Sul de Porto Alegre, peças de ouro ligadas a um prêmio de loteria. Depois, o material teria sido comercializado com pessoas que atuam na compra e venda de ouro.

O Ministério Público também investiga se Cassiano recebeu os valores desviados de forma parcelada, por meio de despesas relacionadas a viagens, automóveis de luxo, uma frota de veículos usados em aplicativos de transporte e veículos aquáticos. A Promotoria aponta ainda um padrão de vida que considera incompatível com os rendimentos de um policial penal.

Durante a operação, a Justiça determinou o sequestro de dois veículos de luxo que estariam registrados em nome de laranjas. Um deles foi avaliado em R$ 400 mil, e o outro, em R$ 300 mil.

A prisão preventiva foi decretada por suspeitas de furto, associação criminosa, receptação e lavagem de dinheiro. A ordem partiu da 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro.

Investigação e defesa

A apuração começou em julho deste ano. Segundo o Ministério Público, também foi identificado o possível uso de instrumentos de trabalho para acessar informações sensíveis e da rede de contatos do órgão, incluindo policiais e promotores de outros estados, em benefício do grupo investigado.

Cassiano foi chamado para participar do briefing de uma operação realizada na segunda-feira (14). Ao chegar à Promotoria, porém, foi levado a uma sala reservada e informado de que era um dos alvos da investigação.

A defesa, assumida pelo escritório De Lia Pires, afirma que o caso envolve uma disputa privada sobre bens e valores da família. Em nota, o advogado Brunno de Lia Pires declarou que “não se está tratando de corrupção, desvio funcional ou qualquer forma de malversação de dinheiro público”.

O Ministério Público informou que a prisão ocorreu no âmbito de uma investigação sobre diversos delitos e que as apurações continuam sob sigilo. A Polícia Penal disse ter tomado conhecimento da prisão e afirmou que o caso é conduzido pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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