A CNBB defendeu que questões de relevância institucional sejam analisadas de forma colegiada, pública e transparente. A posição consta em uma carta assinada pela presidência da entidade, que também apoia o encaminhamento institucional do Código de Ética em elaboração no Supremo Tribunal Federal.
O documento afirma que o fortalecimento da transparência, da prestação de contas e da responsabilidade ética é necessário para prevenir conflitos de interesse no Poder Judiciário. Para a CNBB, o código deve estabelecer parâmetros de conduta e contribuir para a proteção da autoridade da Suprema Corte. "A CNBB considera oportuno que ele receba o devido encaminhamento institucional, oferecendo parâmetros claros de conduta e contribuindo para a proteção da autoridade da Suprema Corte", diz a carta.
A entidade afirma que a preocupação é maior durante o período eleitoral. Segundo o documento, crises e suspeitas não devem ser usadas por interesses político-partidários. A carta também defende a preservação das condições necessárias para eleições livres, serenas e confiáveis, além do respeito à vontade do povo brasileiro.
O esclarecimento de eventuais irregularidades e o cumprimento dos processos de apuração são apontados como fundamentais para manter a autoridade e defender as instituições. A CNBB ressalta que todos estão submetidos à lei e que a independência e o equilíbrio entre os Poderes são indispensáveis à preservação da justiça, da liberdade e da paz social.
A mensagem manifesta ainda a expectativa de que as instituições responsáveis pelas investigações atuem com independência, segurança e respeito às competências constitucionais. Também pede diálogo entre autoridades, Poderes da República e sociedade para esclarecer os fatos e fortalecer a democracia.
Ao concluir, a carta defende verdade sem manipulação, justiça sem privilégios e instituições voltadas ao bem comum. Para a entidade, a busca pela verdade com justiça, transparência, humildade e respeito à lei fortalece as instituições e a democracia.



