Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula vincula salário mínimo a poder de compra e reafirma responsabilidade fiscal

Presidente disse que aumento do mínimo não provoca inflação e afirmou que seus mandatos demonstram compromisso com as contas públicas.

Lula vincula salário mínimo a poder de compra e reafirma responsabilidade fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o aumento do salário mínimo como uma das principais políticas públicas de seu governo e afirmou que a medida amplia o poder de compra dos trabalhadores e aposentados. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 10, em entrevista.

Lula disse que, enquanto estiver na Presidência, o salário mínimo terá reposição da inflação e crescimento do PIB. Para ele, o reajuste não provoca inflação, mas contribui para a melhoria da vida dos trabalhadores.

Ao comentar a dívida pública brasileira, o presidente afirmou que seus três mandatos, sobretudo os dois primeiros, demonstram responsabilidade fiscal. Ele declarou que o governo recebido tinha 2,8% do PIB de déficit e não contava com orçamento. “Ajuste fiscal eu faço na prática, são 12 anos de responsabilidade fiscal”, disse.

Lula também criticou a elite financeira, frequentemente associada à Faria Lima, avenida da capital paulista. Segundo o presidente, esse grupo reage ao aumento da dívida pública sem considerar temas sociais e de inclusão. Ele acrescentou que nenhum político ou banqueiro teria autoridade para discutir responsabilidade fiscal com ele.

O plano de governo prevê, de maneira genérica, a continuidade de uma política macroeconômica voltada ao crescimento, à redução das desigualdades, à valorização do trabalho, à responsabilidade ambiental e fiscal, à queda dos juros e ao controle da inflação. O documento também defende condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com política fiscal responsável, para estimular investimentos e crescimento.

A abordagem econômica da campanha provocou atritos cerca de dois meses antes. Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo e ex-presidente da Petrobras, deixou de dar entrevistas após a repercussão de declarações dirigidas a integrantes do mercado financeiro. Desde então, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, passou a ser o principal interlocutor da campanha com o PIB. Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, é apontado como uma eminência parda da agenda econômica de um eventual governo Lula 4, embora esteja concentrado na campanha ao governo de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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