Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ministros do STF entram em conflito durante julgamento nesta terça-feira

André Mendonça, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Edson Fachin protagonizaram discussões durante a sessão do Supremo.

Ministros do STF entram em conflito durante julgamento nesta terça-feira
Foto: Gustavo Moreno/STF

Os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes trocaram acusações durante um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira. Flávio Dino e Edson Fachin também tiveram um embate ao longo da sessão, marcada por críticas à condução dos trabalhos e pela extensão dos debates.

Mendonça afirmou que os ministros estavam no tribunal por obrigação funcional e levantou a possibilidade de questionar a realização do julgamento diante dos fatos apresentados. Gilmar reagiu criticando as ilações atribuídas ao colega contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“É impressionante que uma pessoa da estatura de Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação”, afirmou Gilmar. Mendonça pediu respeito após ser chamado de leviano. “Desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite”, respondeu. Em seguida, Gilmar disse: “Pode chorar”.

A manifestação de Gilmar ocorreu depois de Gonet afirmar que estava satisfeito com o reconhecimento, por Mendonça, de que não havia ilícitos atribuídos ao procurador-geral da República.

Declarações de Paulo Gonet

Durante a sessão, Gonet negou ter mantido relação de proximidade com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele disse que o único encontro com Vorcaro ocorreu com a presença de várias autoridades, em abril de 2024.

O procurador-geral também declarou que uma eventual investigação contra ele dependeria de manifestação do órgão competente do Ministério Público. “Procurador-geral da República só pode ser investigado depois da manifestação do órgão próprio, do Ministério Público”, afirmou.

Críticas à condução da sessão

Flávio Dino pediu que Edson Fachin, presidente do STF, interviesse diante do prolongamento dos debates. Dino afirmou que a discussão estava degradando a imagem do tribunal e questionou a realização de novas sessões para tratar do caso.

Em outro momento, criticou novamente a condução dos trabalhos e disse que Fachin havia marcado uma nova sessão para a próxima semana. Dino também afirmou que outras dezenas de sessões semelhantes poderiam ser agendadas nas semanas seguintes.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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