O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira, 22, que o Banco Central deve continuar independente, mas criticou o nível atual dos juros e seus efeitos sobre o agronegócio, o comércio, a indústria e as famílias brasileiras.
"Eu não tenho dúvida que o Banco Central tem que ser independente, completamente independente", disse Cury durante sabatina da Veja. Na avaliação do candidato, a taxa Selic prejudica esses setores da economia.
Estrutura do governo
Cury também propôs uma revisão dos cerca de 50 mil cargos de indicação política existentes no governo. A ideia, segundo ele, é verificar quais funções são essenciais e quais não são. Em outra declaração, mencionou 50.000 cargos escolhidos por políticos e afirmou que eles não são de carreira.
Os servidores públicos concursados, de acordo com o candidato, seriam preservados. Para melhorar a prestação de serviços, ele defendeu treinamento e estruturas melhores para os funcionários públicos.
Sobre as empresas estatais, Cury afirmou que aquelas consideradas ineficientes deverão passar por um processo de mudança na gestão. Caso não apresentem melhora, poderão ser privatizadas. "se não se consertarem, elas serão privatizadas", afirmou.
O candidato ainda defendeu um ajuste fiscal amplo, com redução de despesas, auditorias nas contas públicas e medidas de combate à corrupção e à sonegação. A proposta foi resumida por Cury como uma busca por enxugar a máquina pública e reduzir gastos sempre que possível.



