Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Defesa questionou relatoria de Dino em investigação sobre filme ligado a Flávio Bolsonaro

Advogados pediram ao STF que André Mendonça assumisse os pedidos relacionados ao filme Dark Horse, em vez de Flávio Dino.

Defesa questionou relatoria de Dino em investigação sobre filme ligado a Flávio Bolsonaro
Foto: Reuters

A autorização de uma operação da Polícia Federal contra 29 pessoas ligadas ao envio de emendas parlamentares para a produtora do filme Dark Horse ocorreu em um processo cuja relatoria a defesa de Flávio Bolsonaro tentou transferir de Flávio Dino para André Mendonça. A ação foi realizada nesta quinta-feira, 10, por decisão de Dino.

Os advogados apresentaram pelo menos quatro pedidos ao Supremo Tribunal Federal para que Mendonça concentrasse as medidas relacionadas à investigação. As solicitações foram protocoladas nos dias 13 e 29 de julho deste ano. Parte foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, e outra diretamente a Dino.

Argumento sobre a distribuição

A defesa sustentou que Mendonça deveria receber os pedidos porque já relatava outras ações ligadas à apuração. Em uma das manifestações enviadas a Dino, os advogados afirmaram que, entre seis ações anteriores da mesma investigação, cinco estavam sob responsabilidade do ministro indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

O caso chegou ao Supremo por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, apresentada pela deputada federal Tabata Amaral. Parte da investigação foi encaminhada a Dino por envolver o uso de emendas parlamentares, tema relacionado aos processos sob sua responsabilidade na Corte.

Em documento de 28 de julho, a defesa afirmou que a Petição nº 16.070 deveria ter sido distribuída a Mendonça caso os requerimentos tivessem sido apresentados de forma independente. Em outro trecho, os advogados disseram que houve uma tentativa de criar uma prevenção artificial para Dino.

A defesa também registrou que, dos seis processos abertos no STF para pedir investigações sobre o filme, apenas a Petição nº 16,070 não estava com Mendonça. Os representantes de Flávio classificaram a distribuição como equivocada e apontaram risco de decisões conflitantes.

Filme e emendas parlamentares

A operação da Polícia Federal investigou pessoas relacionadas ao envio de emendas para a produtora do filme, que trata da vida de Jair Bolsonaro. A produção também está associada a um episódio em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para concluir o longa-metragem.

A dona da Go Up Entertainment controla três outras empresas instaladas no mesmo endereço. Essas empresas receberam recursos de emendas de deputados do PL, e uma delas firmou contrato de mais de R$ 100 milhões com a Prefeitura de São Paulo para fornecer wi-fi.

Flávio Bolsonaro tem declarado que não há dinheiro público no financiamento do filme. Tabata Amaral e o deputado Pastor Henrique Vieira afirmam que houve desvio de finalidade e descumprimento da decisão do STF que estabelece critérios de transparência e rastreabilidade para a execução de emendas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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