Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Doação de CEO à campanha de Simões ocorreu após fim de embargo em Minas

Ana Cristina Cabral doou R$ 100 mil à campanha de Mateus Simões 11 dias após acordo que encerrou embargo ambiental da Sigma Lithium.

Onze dias após MG liberar mina, CEO doa R$ 100 mil a Simões
Foto: Sigma Lithium/Divulgação

A CEO da Sigma Lithium, Ana Cristina Cabral, transferiu R$ 100 mil para a campanha de Mateus Simões (PSD) em 1º de setembro. A contribuição ocorreu 11 dias depois de um acordo com o governo de Minas Gerais encerrar o embargo ambiental aplicado à mineradora.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado em 21 de agosto. O documento encerrou a medida adotada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) em maio, que incluía multa de R$ 2,7 milhões. A Sigma Lithium opera em Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.

Entre as irregularidades apontadas pela Feam estavam a captação de água em nascente sem autorização e o aterramento de quatro cursos d’água para a instalação de pilhas de estéril. O órgão também registrou armazenamento de materiais com risco de contaminação em desacordo com normas técnicas.

A doação foi registrada em nome da própria CEO, com CPF identificado, conforme declaração dela. Ana Cristina Cabral afirmou: “Doei às claras, no meu CPF, 100% declarado, 100% legal.” Ela também disse que não recebe dividendos da Sigma e que faria novamente a contribuição.

O que diz Mateus Simões

Simões negou irregularidades e afirmou que a decisão sobre o TAC já havia sido tomada pelo Estado antes do recebimento da doação. Em sabatina promovida por O Globo, Valor e Rádio CBN nesta quarta (23), o governador declarou: “o governo já tinha tomado a decisão”.

Ele classificou a contribuição como um ato externo à função de chefe do Executivo. O intervalo entre o fim do embargo e a doação, porém, motivou questionamentos sobre a campanha do governador, que concorre à reeleição.

O embargo também afetou um empréstimo de quase R$ 500 milhões que a mineradora negociava com o BNDES. Em setembro, a Justiça paralisou a mina após uma ação de comunidades quilombolas. Em junho, o TJMG havia suspendido um depósito de R$ 50 milhões da empresa por danos socioambientais.

Até a conclusão da apuração, nenhum adversário de Simões na disputa pelo governo de MG havia se manifestado publicamente sobre o caso. O TRE-MG também determinou a retirada do ar de um vídeo do governador sobre o vice de Cleitinho.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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