Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Carlos Viana muda posição sobre impeachment de ministros do STF entre 2025 e 2026

Senador chamou a promessa de afastar ministros do Supremo de “mentira eleitoral” e depois protocolou pedido contra Alexandre de Moraes.

“A mentira mais repetida da eleição”: falas de 2025 confrontam discurso atual de Carlos Viana sobre impeachment no STF

Declarações públicas de Carlos Viana mostram uma mudança de posição sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em 2025, o senador dizia que candidatos usariam a promessa de afastar integrantes da Corte para conquistar votos e classificava a estratégia como uma mentira eleitoral. Em 2026, já candidato à reeleição por Minas Gerais, ele protocolou no Senado um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.

Em uma entrevista, Viana afirmou que não havia possibilidade de eleger senadores com a finalidade de promover o afastamento de ministros do STF. Também disse que eleitores conservadores poderiam ser enganados por candidatos que explorassem a insatisfação com decisões do Supremo.

A mesma avaliação apareceu em 3 de julho de 2025, quando o senador declarou que o impeachment de ministro do Supremo seria “a maior mentira que vai ser repetida nessa próxima campanha”. Na ocasião, a possibilidade de afastamento foi apresentada por ele como praticamente inviável.

O pedido contra Alexandre de Moraes

Em 1º de setembro de 2026, Viana anunciou ter apresentado uma denúncia por crime de responsabilidade, com pedido de impeachment de Alexandre de Moraes. A iniciativa ocorreu depois da divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O senador afirmou que os fatos deveriam ser investigados e que, se fossem comprovados, poderiam caracterizar crime de responsabilidade. As alegações, porém, não comprovam por si só a ocorrência de crime e ainda dependem da análise das instâncias competentes.

Viana também passou a cobrar providências do Senado e a defender o avanço de processos contra integrantes do Supremo. Nas manifestações mais recentes, criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pela condução dos pedidos de impeachment.

Em 2025, o senador havia afirmado que um impeachment só poderia ocorrer em situações como um magistrado ser “pego vendendo uma sentença”. Também sustentou que o processo começaria pelo Judiciário, e não pelo Senado.

A legislação prevê outras condutas que podem fundamentar um processo, como alterar decisão ou voto já proferido, exercer atividade político-partidária, descumprir os deveres do cargo de maneira evidente ou agir de forma incompatível com a honra, a dignidade e o decoro da função. A Constituição atribui ao Senado a competência para processar e julgar esses casos.

Desde 1988, nenhum ministro do STF foi afastado por impeachment. A possibilidade jurídica existe, mas o procedimento enfrenta obstáculos jurídicos, processuais e políticos.

A mudança de discurso não permite concluir qual foi a motivação de Viana. O contraste entre as declarações, no entanto, deixa uma questão: o que mudou entre 2025, quando ele rejeitava a promessa de impeachment, e 2026, quando passou a defender e protocolar um pedido contra um ministro do Supremo?

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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