O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi demitido da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, foi assinada nesta segunda-feira, 21, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Eduardo ocupava o cargo de escrivão da PF. A portaria informa que ele faltou ao serviço injustificadamente por período superior a 30 dias consecutivos. O documento registra ainda a matrícula PF nº 18.307 e aponta como fundamento o artigo 15, caput, da Lei nº 15.047 de 2024, além do artigo 15, inciso IX, da mesma norma.
A Polícia Federal concluiu em julho um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) sobre o caso. Eduardo estava afastado das funções desde que viajou para os Estados Unidos no ano passado.
Decisão publicada no DOU
A medida consta da Portaria de Pessoal nº 135, de 18 de setembro de 2026. O texto informa que Wellington Lima agiu com base em competência delegada pelo artigo 2º, inciso I, alínea a, do Decreto nº 11.123, de 7 de julho de 2022.
A portaria também menciona o Processo nº 08200.004223/2026-49, além de parecer e despachos de aprovação da Consultoria Jurídica. O ato oficial determina a demissão de Eduardo Nantes Bolsonaro do quadro de pessoal da Polícia Federal.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se mudou para os Estados Unidos alegando perseguição política. Durante o período no país, atuou pela sanção a autoridades brasileiras e colaborou com a imposição de tarifas sobre setores da economia brasileira pelos Estados Unidos.
Em 20 de julho, Eduardo obteve o green card, documento que autoriza sua permanência nos Estados Unidos por 10 anos. O mandato dele como deputado foi cassado pela Mesa-Diretora da Câmara no fim de 2025, em razão da quantidade de faltas sem justificativa.



