Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Entidades pedem revisão dos afastamentos e mudança na escolha do comando da PF

ADPF e APCF defendem análise do caso pelo Plenário do STF e propõem autonomia administrativa, financeira e funcional para a Polícia Federal.

Entidades pedem revisão dos afastamentos e mudança na escolha do comando da PF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defenderam que o afastamento de dirigentes da Polícia Federal seja analisado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Para as entidades, a avaliação colegiada é necessária diante dos efeitos da decisão sobre a governança da segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes.

A APCF pediu que o caso seja encaminhado ao Plenário com a mesma urgência usada na decisão. A entidade afirmou que a análise do colegiado é fundamental para a legitimidade dos atos relacionados ao processo.

A ADPF também sustentou que a decisão deveria ter sido tomada pelo Plenário, e não de forma monocrática, mesmo que posteriormente referendada pela Segunda Turma. Na avaliação da associação, essa medida preservaria a autoridade do STF e reduziria o risco de nulidade futura, com possíveis impactos sobre as investigações e sobre a própria Polícia Federal.

Proposta de autonomia

Em nota divulgada nesta terça-feira, 8, a ADPF defendeu uma emenda constitucional para garantir autonomia administrativa, financeira e funcional à Polícia Federal. A entidade apresentou a mudança como uma solução duradoura para o que classificou como uma crise institucional grave.

Pela proposta, o diretor-geral teria mandato fixo e seria escolhido pelo presidente da República a partir de uma lista tríplice eleita pelos delegados da Polícia Federal. O modelo seria semelhante ao adotado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública.

Para a associação, a direção da instituição responsável por investigar as mais altas autoridades da República não deveria depender exclusivamente da conjuntura política e das relações de confiança do momento. A ADPF afirmou que episódios sucessivos colocam a PF no centro de disputas que não correspondem à sua missão.

Questionamentos jurídicos

A entidade contestou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. As medidas foram determinadas pelo ministro do STF André Mendonça.

A ADPF afirmou que o dispositivo do Código de Processo Penal usado para justificar os afastamentos exige a existência de inquérito ou ação penal já instaurados contra as pessoas atingidas. Também disse que o regimento disciplinar da Polícia Federal prevê um processo administrativo disciplinar. “Nenhum dos dois procedimentos estava formalmente aberto contra os afastados no momento em que a medida foi determinada”, declarou a associação.

A entidade pediu respeito aos ritos processuais e afirmou que os fatos devem ser esclarecidos pelas vias constitucionais, sem antecipação de juízos nem exposição pública de quem exerce função policial em cumprimento da lei.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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