Belo Horizonte, Sábado, 3 de outubro de 2026
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Flávio Bolsonaro ganha apoio de Milei em articulação regional com Trump

Análises na França relacionam a candidatura de Flávio Bolsonaro à influência dos Estados Unidos e ao avanço conservador na América Latina.

Flávio Bolsonaro ganha apoio de Milei em articulação regional com Trump

As eleições brasileiras são analisadas por duas revistas francesas a partir de uma disputa política que ultrapassa as fronteiras do país. A L'Express relaciona a candidatura de Flávio Bolsonaro aos interesses de Donald Trump na América Latina, enquanto Javier Milei declarou apoio ao senador em entrevista à Le Point.

Milei afirmou que Flávio é “meu amigo” e disse ter “grande esperança” de que ele vença a eleição presidencial de outubro. Para o presidente argentino, uma vitória do brasileiro permitiria promover o que chamou de “saneamento liberal indispensável”.

A declaração foi apresentada como parte de uma articulação regional envolvendo nomes conservadores. Ao ser questionado sobre o avanço de políticos desse campo no Chile e na Colômbia, Milei disse que a América Latina atravessa uma reação popular ao chamado “socialismo do século 21”. Ele também defendeu que essa mudança produza resultados concretos para se consolidar.

Relação com Washington

A L'Express descreve Flávio como a face eleitoral de um projeto que combina o retorno da família Bolsonaro ao poder e a atuação do governo Trump no continente. A candidatura estaria apoiada na proximidade do clã com autoridades americanas e em ações de lobby em Washington.

Em maio, Flávio esteve na Casa Branca com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. Na ocasião, pediu que os Estados Unidos classificassem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A revista afirma que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, atendeu ao pedido dois dias depois.

Eduardo Bolsonaro, que está instalado nos Estados Unidos, é descrito como o principal articulador da família em Washington. A L'Express associa sua atuação a medidas de pressão dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro e registra que Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, depois reduzidas a 25%.

A aproximação entre os Bolsonaro e setores da direita americana, segundo a revista, remonta a 2018, quando Eduardo se aproximou de Steve Bannon e de círculos da Conferência de Ação Política Conservadora. Nesse cenário, a publicação define o grupo como o “cavalo de Troia” de Trump no Brasil.

Lula tenta transformar a ingerência americana em tema eleitoral e se apresentar como defensor da soberania nacional. O pesquisador Oliver Stuenkel, citado pela L'Express, avalia que o adversário estaria comprometendo interesses nacionais.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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