Agricultores, pecuaristas e produtores agropecuários somam 432 das 20.985 candidaturas registradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. O grupo representa 2,05% dos candidatos a presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual ou distrital, vice-governador e suplente de senador.
O levantamento considera todas as candidaturas registradas, inclusive aquelas de pessoas que depois foram impedidas de concorrer ou desistiram da disputa. A proporção de candidatos ligados diretamente ao campo fica abaixo da participação da agropecuária no mercado de trabalho e na economia brasileira.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que as pessoas ocupadas no setor correspondem a aproximadamente 4,28% da população geral do Brasil. A agricultura e a pecuária respondem por cerca de 7% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual que chega a em torno de 25% quando toda a cadeia do setor é considerada.
Distribuição entre os cargos
Nenhum candidato a presidente ou vice declarou agricultura ou pecuária como principal ocupação. Entre os 201 candidatos a governador, três — 1,49% — informaram a atividade como profissão.
Na disputa pelo Senado, 12 dos 218 candidatos registrados são agricultores, pecuaristas ou produtores agropecuários, o equivalente a 3,77%. Entre as 7.627 candidaturas a deputado federal, 138 estão ligadas diretamente à produção no campo, ou 2,46%.
A proporção é de 1,97% entre os candidatos a deputado estadual e distrital: 232 dos 11.726 concorrentes declararam atuar na produção agropecuária.
Diferença entre os estados
Rondônia tem a maior participação proporcional de candidatos ligados diretamente ao campo: 5,02% das 438 candidaturas locais. No Rio de Janeiro, está a menor proporção, com 0,38% do total.



