Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Governo cita vício e saúde ao defender fim das bets no Brasil

Projeto em regime de urgência busca reforçar a repressão aos jogos, enquanto estudo aponta maior risco de dependência entre vulneráveis.

Governo cita vício e saúde ao defender fim das bets no Brasil
Foto: Pedro Kirilos/Estadão/Estadão

O governo afirma que o vício em jogos e os impactos sobre a saúde justificam a decisão de acabar com as bets no Brasil. A expectativa é que uma medida provisória seja publicada ainda nesta sexta, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o projeto de lei foi enviado em regime de urgência para reforçar a repressão ao jogo no país. A proposta é apresentada pelo governo como uma resposta aos efeitos da compulsão sobre os apostadores e seus familiares.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o problema ultrapassa a dimensão econômica e alcança o cotidiano das pessoas. “A gente tá falando de algo mais do que uma atividade econômica”, declarou. Segundo ele, os efeitos também atingem familiares de pessoas em situação de compulsão.

Um estudo citado na justificativa aponta que 51% das pessoas que buscaram a autoexclusão relataram relação direta com a saúde. Outros 35% disseram ter tomado a iniciativa depois de “perdido o controle”. O levantamento indica ainda que o risco de vício é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis.

O presidente Lula defendeu uma medida considerada por ele dura e necessária para encerrar as apostas. “Acabar com as bets”, disse. A publicação da medida provisória é aguardada para esta sexta-feira.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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