Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Renato Jaguarão defende zona franca para a Metade Sul do Rio Grande do Sul

Candidato ao Senado pelo Cidadania disse que pretende apoiar uma lei federal com incentivos fiscais para atrair empresas e gerar empregos.

Renato Jaguarão defende zona franca para a Metade Sul do Rio Grande do Sul
Foto: Reprodução/RBS TV

O candidato do Cidadania ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Renato Jaguarão, defendeu a criação de uma zona franca na Metade Sul do estado. A proposta, apresentada em entrevista ao Bom Dia Rio Grande nesta terça-feira (22), prevê uma lei federal para conceder incentivos fiscais a empresas interessadas em se instalar na região.

Jaguarão comparou o modelo à Zona Franca de Manaus e afirmou que a medida poderia estimular a geração de empregos e o desenvolvimento econômico. O candidato também disse que já existe uma proposta relacionada ao tema no Congresso Nacional e chamou a iniciativa de Zona Franca do Pampa.

“Uma lei federal criando a Zona Franca na Metade Sul, que a gente possa dar isenção para as empresas, atrair empresas, gerar emprego”, afirmou.

Economia e estrutura pública

Na entrevista, Jaguarão afirmou que a Metade Sul enfrenta dificuldades econômicas e não acompanhou o desenvolvimento da região norte do Rio Grande do Sul. Ele associou a criação da zona franca à revisão do pacto federativo e disse que o estado envia mais recursos à União do que recebe de volta.

O candidato também defendeu uma reforma administrativa para reduzir a estrutura do governo federal e o número de funcionários e assessores no Congresso Nacional. Segundo ele, cerca de 28 mil pessoas trabalham diariamente no Congresso, e alguns gabinetes do Senado têm quase 90 funcionários, com despesas mensais superiores a R$ 600 mil.

Questionado sobre quais cargos deveriam ser cortados, Jaguarão não apresentou um levantamento específico. Ele disse que a análise deveria se concentrar no tamanho dos quadros funcionais. O candidato também mencionou sua participação em uma iniciativa para extinguir pensões vitalícias concedidas a ex-governadores do Rio Grande do Sul.

Dívida e calamidades

Jaguarão defendeu a ampliação do prazo de suspensão do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União. Para ele, o estado não teria condições de retomar as parcelas e, ao mesmo tempo, manter os investimentos necessários para a reconstrução.

O candidato propôs ainda a criação de um fundo constitucional para calamidades, com recursos disponíveis para atender a população imediatamente após eventos climáticos. Ao tratar do tema, citou dificuldades para obter telhas e lonas depois de danos provocados por eventos climáticos em Pelotas.

Trabalho e Supremo

O candidato afirmou ser favorável à substituição da escala 6x1 pelo modelo 5x2 e defendeu mais liberdade para que empregados e empregadores negociem as condições de trabalho. Também disse que uma mudança na jornada deveria considerar os impactos sobre as empresas e ser acompanhada de contrapartidas do governo.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal, Jaguarão defendeu mudanças nas regras de indicação de ministros e na tramitação de pedidos de impeachment no Senado. Ele citou propostas que poderiam incluir a participação da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e do Legislativo na escolha dos ministros.

O candidato também propôs que pedidos de impeachment sejam analisados pelos 81 senadores, e não apenas pelo presidente do Senado e pela Mesa Diretora. Jaguarão declarou apoio ao impeachment de ministros que tenham cometido ilegalidades.

A entrevista durou 15 minutos e integrou a série do Bom Dia Rio Grande com candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Paulo Renato Jaguarão Silva da Rosa tem 57 anos, é natural de Jaguarão, gestor público, poeta e compositor. Ele já atuou como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa e no Senado Federal e disputou eleições para prefeito, deputado estadual e deputado federal.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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