Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Lula rejeita unilateralismo de Trump e mantém negociações sobre tarifas

Presidente brasileiro criticou as medidas comerciais dos Estados Unidos e disse que não aplicará a Lei de Reciprocidade enquanto houver diálogo.

Lula rejeita unilateralismo de Trump e mantém negociações sobre tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (21) as medidas comerciais adotadas unilateralmente pelos Estados Unidos e afirmou que o presidente Donald Trump “age como um imperador”. Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, Lula defendeu regras multilaterais para o comércio e disse que o Brasil continuará negociando com os norte-americanos apesar das tarifas sobre produtos brasileiros.

Para Lula, a postura de Trump tem “um viés muito forte em favor do unilateralismo” e pode estimular relações internacionais baseadas na força. O presidente brasileiro afirmou que o comércio entre os países precisa buscar equilíbrio e disse não concordar com uma forma de governar associada à ideia de que um país é o mais forte.

O Brasil, segundo Lula, procura ampliar seus parceiros comerciais, mas não pretende confrontar ou desafiar o presidente dos Estados Unidos. Ele também afirmou que o governo brasileiro não interferirá em assuntos domésticos norte-americanos, embora tenha ressaltado que Washington não pode governar outros países. “Eu gosto de respeitar e de ser respeitado”, declarou.

Tarifas e reciprocidade

Os Estados Unidos mantêm uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A cobrança começou em 22 de julho e foi apresentada como uma forma de “punição” por práticas comerciais consideradas desleais, após uma investigação que incluiu temas como Pix, etanol e desmatamento na Amazônia.

Em 24 de julho, Donald Trump determinou também uma sobretaxa de 12,5%, relacionada a uma apuração do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) sobre a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo brasileiro comunicou à Organização Mundial do Comércio (OMC) que considera as medidas incompatíveis com as regras internacionais e questiona a consistência das investigações usadas para justificá-las. Lula afirmou que pretende agir com cautela em relação à Lei de Reciprocidade e não deve aplicá-la enquanto as conversas com os Estados Unidos continuarem.

O presidente chegou a Nova York no domingo (20). Nesta terça-feira (22), fará o discurso do Brasil na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em meio às tratativas sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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