O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4) que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não aceita interferência externa nas eleições. Os dois conversaram por mais de uma hora em 21 de agosto.
Em entrevista à rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE), Lula foi questionado sobre a possibilidade de uma tentativa de interferência dos Estados Unidos. Ele respondeu que Trump seria derrotado caso isso ocorresse. “Se tiver, vai perder”, declarou.
A relação entre os dois presidentes ocorre em meio à decisão dos Estados Unidos de aplicar, em julho, uma sobretaxa sobre produtos brasileiros. O aumento pode chegar a 37,5%, conforme o item, e foi dividido em duas etapas: 25% e 12,5%.
Após o anúncio, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Lula havia colocado o próprio “ego” acima das negociações. O presidente brasileiro respondeu chamando Rubio de “bolsonarista” e dizendo que ele “odeia o Brasil”.
Apesar das críticas ao secretário, Lula voltou a afirmar que mantém uma boa relação com Trump. Também citou contatos positivos com Xi Jinping, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido e Vladimir Putin.
Relações comerciais
Lula disse que pretende vencer a disputa “na narrativa” e apresentar a Trump argumentos contrários às justificativas usadas pelos Estados Unidos para a taxação. Segundo o presidente, a medida fez a relação comercial entre os dois países cair para 12%.
Ele afirmou ainda que o comércio brasileiro cresceu em 17 países e que, em todos os países visitados por ele, o aumento ficou acima de 10%.



