Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e a Procuradoria-Geral da República conduzam uma resposta institucional ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Para Lula, o processo deve preservar a integridade e a confiança nas instituições.
Em um vídeo, o presidente afirmou que a democracia não pode ficar sujeita a vazamentos seletivos e mencionou suspeitas sobre a participação de políticos e agentes públicos no escândalo. Lula também disse que Vorcaro mantinha relações com “muita gente poderosa”.
O presidente atribuiu ao próprio governo a condução das investigações e declarou: “Foi no meu governo que ele foi preso e o seu banco, fechado”. Ele classificou o episódio como o “maior roubo da história” do Brasil.
Reações no PT
O presidente do PT, Edinho Silva, também se manifestou nas redes sociais. Ele afirmou que ninguém está acima da lei e defendeu medidas como o fim da farra das emendas parlamentares, a criação de um código de ética para o Judiciário e o Ministério Público, além do encerramento dos supersalários e da promiscuidade entre interesses públicos e privados.
Edinho também pediu transparência e controle dos gastos em todos os níveis. As declarações ocorreram em meio à crise de imagem do Supremo Tribunal Federal, associada à quebra do sigilo de mensagens de Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes.
Relações políticas
O caso também envolve um encontro realizado na casa de Moraes entre Lula, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e Cristiano Zanin. A reunião marcou uma reconciliação entre Lula e Alcolumbre após meses de afastamento. Críticos questionaram a realização de articulações políticas entre representantes de diferentes Poderes nas dependências de um ministro da Suprema Corte.
Alexandre de Moraes foi citado no contexto das mensagens atribuídas a Vorcaro. Lula, porém, não se pronunciou imediatamente sobre o assunto nem saiu em defesa do magistrado.



