Um grupo de 31 congressistas dos Estados Unidos enviou uma carta a Marco Rubio, secretário de Estado do país, para questionar ações do governo Donald Trump relacionadas às eleições brasileiras, previstas para o começo de outubro. Os parlamentares afirmam que as medidas podem afetar a relação diplomática e estratégica entre os dois países.
O documento tem a assinatura de 30 deputados e um senador. Na avaliação dos congressistas, iniciativas da administração Trump violam a soberania do Brasil e devem ser interrompidas para que o presidente dos Estados Unidos e seus aliados não interfiram no processo eleitoral nem rejeitem o resultado das urnas.
Entre os pontos citados está o “tarifaço” aplicado por Trump a produtos brasileiros. A medida foi acompanhada de acusações do governo norte-americano de que o Brasil adotaria práticas comerciais e regulatórias desleais.
A carta também menciona as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e a outros integrantes da Corte aliados ao presidente Lula. Conforme o documento, as punições foram uma retaliação ao julgamento e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Facções e relação com o Brasil
Os congressistas ainda questionam declarações recentes de Trump sobre PCC e CV, classificados por ele como “narcoterroristas”. A carta critica o fato de os Estados Unidos terem ignorado uma tentativa de Lula de tratar do assunto de forma bilateral.
Segundo os parlamentares, a abordagem de Trump mudou depois de uma reunião com Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência. Integrantes do governo norte-americano chegaram a mencionar o poderio militar dos Estados Unidos como possibilidade de intervenção e combate às facções criminosas.
A carta afirma que as ações do governo Trump representaram uma violação da soberania brasileira e uma tentativa de pressionar autoridades do país em relação a um processo judicial em andamento.



