Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Soninha defende revisão de regras do STF e se distancia de antigos dogmas da esquerda

Candidata ao Senado por São Paulo propõe mudanças no combate à violência, na política ambiental e no controle dos gastos públicos.

Soninha defende revisão de regras do STF e se distancia de antigos dogmas da esquerda

Soninha Francine, do Cidadania, afirma que deixou de lado posições que hoje considera dogmas da esquerda e se apresenta como uma política de centro-esquerda. Candidata ao Senado por São Paulo, ela defende mudanças nas regras para escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medidas de prevenção ao feminicídio e maior rigor na aprovação de despesas públicas.

A entrevista foi concedida no último dia 17 de setembro. Ao tratar da crise no STF, Soninha disse que o impeachment de ministros não seria a melhor solução, mas poderia ser necessário caso a própria Corte não abrisse investigação diante de indícios que considera graves. Ela afirmou que votaria pelo afastamento se houvesse elementos suficientes, embora reconheça o risco de uma decisão influenciada por interesses políticos ou injusta.

Para a candidata, as indicações ao Supremo deveriam seguir critérios mais objetivos, como idade mínima mais elevada, experiência na magistratura, mandato com prazo definido e uma quarentena para pessoas que tenham deixado cargos no governo. O objetivo, segundo ela, seria reduzir a influência de emoções e paixões nas votações do Senado.

Posições políticas e propostas sociais

Soninha começou a carreira no Partido dos Trabalhadores e hoje defende a participação da iniciativa privada e de organizações da sociedade civil na oferta de serviços, desde que haja regras, fiscalização, metas e indicadores. Ela também apoia políticas sociais, a redução das desigualdades e a atuação do Estado para equilibrar relações em que uma das partes esteja em desvantagem.

O Cidadania apoia a candidatura de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, à reeleição ao governo de São Paulo. Soninha afirmou que gostaria de ver o governador se afastar do bolsonarismo e atribuiu a proximidade dele com Flávio Bolsonaro a uma possível dívida política com a família do ex-presidente.

No combate à violência contra a mulher, a candidata defende campanhas de comunicação sobre sinais iniciais de abuso, como humilhações, ofensas, controle do celular e agressões físicas. Também propõe ampliar centros de referência da mulher, com assistentes sociais, psicólogos e advogados, além de financiar medidas como tornozeleiras eletrônicas, centrais de monitoramento, aplicativos de emergência e a Ronda Maria da Penha.

Soninha apoia a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves contra a pessoa. Ela entende que adolescentes nessa faixa etária têm condições de compreender a gravidade de atos como estupro e latrocínio. A candidata também defende a legalização do aborto, com atendimento seguro, higiene e acompanhamento psicológico, e considera necessário avaliar experiências de outros países antes de decidir sobre a castração química para estupradores reincidentes e autores de crimes sexuais contra crianças.

Meio ambiente, tecnologia e contas públicas

Na área ambiental, Soninha propõe revisar a estrutura de fiscalização para identificar falta de servidores, equipamentos e veículos. Ela é contrária à ampliação da autodeclaração para atividades de impacto ambiental significativo e defende incentivos à recuperação de áreas degradadas, incluindo agroflorestas, nascentes, reflorestamento e corredores de fauna.

A candidata também quer investimentos na adaptação das cidades de São Paulo a eventos climáticos extremos. Para ela, o planejamento deve ocorrer antes de enchentes ou secas. Em relação à inteligência artificial, defende regulamentação para enfrentar riscos de fraudes, conteúdos falsos e usos inadequados em trabalhos acadêmicos. Também cita o impacto ambiental dos data centers e propõe sistemas de refrigeração com água em circuito fechado.

Na economia, Soninha afirma que o Senado deve evitar a criação de despesas sem fonte de recursos. Ela defende rigor na aprovação de projetos que aumentem os gastos, combate ao desperdício e avaliação da eficiência de estruturas e programas públicos. Entre os exemplos que considera necessários de revisar estão a quantidade de ministérios, os Correios e empresas públicas deficitárias.

A candidata também critica o Bolsa Família. Na avaliação dela, o programa melhora o cotidiano dos beneficiários, mas não é suficiente para promover a saída da pobreza. Para o eventual mandato, afirma que analisará os projetos pelo conteúdo, independentemente de quem os apresentou, e que poderá propor mudanças, emendas ou substitutivos após consultar especialistas e pessoas diretamente afetadas pelos temas em discussão.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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