Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil mantém tradição de abrir discursos na Assembleia Geral da ONU

País fala antes dos Estados Unidos desde 1955, embora não exista uma regra formal da ONU sobre a ordem.

Brasil mantém tradição de abrir discursos na Assembleia Geral da ONU
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abrirá o debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, 22, em Nova York, nos Estados Unidos. O discurso está marcado para 9h, ou 10h no horário de Brasília.

O Brasil ocupa o primeiro lugar na ordem de falas desde 1955. A tradição foi interrompida apenas em 1983 e 1984, durante a 38ª e a 39ª edições da Assembleia Geral, quando Brasil e Estados Unidos inverteram as posições.

Depois do representante brasileiro, fala o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O país ocupa a segunda posição por sediar a ONU em Nova York. Na sequência, discursam os demais Estados-Membros.

A ONU não possui documentos ou normas que estabeleçam formalmente a prioridade brasileira. O país fazia parte do grupo de 51 fundadores da organização, que atualmente reúne 193 nações, mas a prática foi mantida ao longo do tempo.

Teorias sobre a tradição brasileira

Há diferentes hipóteses para explicar a posição do Brasil. Uma delas relaciona a escolha a um suposto reconhecimento pela participação do país na solução pacífica para a criação do Estado de Israel, nos primeiros anos da ONU.

Outra possibilidade é que a preferência tenha funcionado como uma compensação pela ausência brasileira no Conselho de Segurança da organização, formado desde 1945 por Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido.

A explicação mais difundida foi apresentada por Desmond Parker, chefe de protocolo da ONU, em entrevista à rádio norte-americana NPR em 2010. “Em tempos muito antigos, quando ninguém queria falar primeiro, o Brasil sempre se oferecia para falar primeiro. E assim ganhou o direito de falar primeiro na Assembleia Geral”, declarou.

Após as falas do Brasil e dos Estados Unidos, a ordem dos discursos considera o nível de representação enviado por cada país. Chefes de Estado tendem a falar antes de representantes de nível inferior, como ministros das Relações Exteriores. A preferência e critérios como o equilíbrio geográfico também podem ser considerados.

A abertura oferece ao Brasil a oportunidade de apresentar suas prioridades de política externa à comunidade internacional. A Presidência não informou qual questão Lula abordará no encontro.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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