O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira, 1º, a participação de Renan Santos, do Missão, no debate da TV Globo entre candidatos à Presidência. O encontro estava marcado para começar às 21h30, no mesmo dia da decisão.
O pedido foi apresentado pelo Solidariedade ao STF depois que o ministro Nunes Marques havia negado a inclusão de Renan. O caso passou anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A solicitação tomou como base uma regra definida pela própria emissora para a composição do debate. Conforme a argumentação do partido, se um dos candidatos convidados desistisse, a Globo poderia chamar o nome mais bem colocado entre os candidatos que não estavam incluídos nos critérios anteriores, considerando a pesquisa estimulada de intenção de voto da Quaest divulgada em 28 de setembro.
Renan Santos apareceu com 3% das intenções de voto no levantamento e, segundo o pedido, era o candidato mais bem posicionado entre os que não haviam sido contemplados.
Decisão anterior
Inicialmente, a Globo havia convidado Luiz Inácio Lula da Silva, do PT; Flávio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; Augusto Cury, do Avante; e Romeu Zema, do Novo. Zema passou a ter a participação garantida após decisão de Nunes Marques. Lula e Flávio desistiram do debate.
Ao rejeitar o pedido anterior, Nunes Marques afirmou que a emissora não era obrigada a convidar Renan porque o partido não atendia ao critério de ter ao menos cinco parlamentares no Congresso. O ministro também avaliou que entrevistas anteriores do candidato na Globo não obrigavam a emissora a incluí-lo no debate.
Renan estava no Rio de Janeiro quando soube que Gilmar Mendes analisaria a solicitação. Em um vídeo, pediu à emissora: “Globo, por favor me coloque no debate”.



