Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Política

Plenário do STF retoma análise sobre possível investigação de Alexandre de Moraes

Corte avalia se ministro deve ser investigado por suposta relação com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso no caso Banco Master.

Plenário do STF retoma análise sobre possível investigação de Alexandre de Moraes
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que avalia se Alexandre de Moraes deve ser investigado foi suspensa no início da tarde e retomada pouco após as 15h30. O julgamento é presidido pelo ministro Edson Fachin, novo relator do caso.

Na abertura, Fachin afirmou que o tribunal precisa ser conduzido durante um período difícil. “A divergência é legitima, o confronto pessoal, não”, declarou. O ministro também disse que a decisão cabe ao plenário, e não a um integrante da Corte individualmente.

Todos os ministros estão presentes no plenário, assim como o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A análise envolve a suposta relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso por suspeitas de fraudes no sistema financeiro por meio do Banco Master.

Como o caso chegou ao plenário

O plenário foi acionado por André Mendonça, antigo relator do caso Master. A Polícia Federal identificou que Vorcaro havia entrado em contato com um número de celular atribuído a Moraes. As mensagens foram obtidas após a quebra do sigilo do telefone do ex-banqueiro.

Vorcaro está preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal.

O caso veio a público no dia 1° de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo dos autos e encaminhou as conversas a Fachin. Conforme a Constituição e o Regimento Interno do STF, cabe ao plenário julgar integrantes do próprio tribunal.

A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com o número atribuído ao ministro antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado. Moraes não era relator do caso Master no STF, mas passou a ter contato com Vorcaro depois que o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à família do ministro, prestou serviços ao banco.

Mensagens e andamento da sessão

Em 15 de novembro de 2025, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações da PF e citou Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação. Não há indícios de que os dois tenham interferido na apuração. No dia seguinte, o ex-banqueiro mencionou o juiz Ricardo Leite e perguntou se poderia ser alvo de um mandado de prisão. Em 17 de novembro, foi preso por determinação do magistrado.

Moraes não se pronunciou especificamente sobre o conteúdo das mensagens. Depois que as conversas foram enviadas a Fachin, o ministro incluiu Mendonça no inquérito das fake news e o acusou de direcionar a apuração contra ele por motivos políticos. Fachin desfez a inclusão.

O rito prevê a leitura da ata da sessão anterior, as saudações de Fachin, a apresentação do relatório e a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Depois, começa a votação. A tramitação pode ser interrompida por questão de ordem ou por pedido de vista.

Gonet defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas. Para o procurador-geral, Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao aprofundar a apuração sobre o caso Master sem autorização prévia do plenário.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.