Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Tebet prioriza agro sustentável, combate à corrupção e regras para inteligência artificial

Candidata ao Senado por São Paulo também propõe mudanças no Judiciário, equilíbrio fiscal e redução da maioridade penal em crimes graves.

Tebet prioriza agro sustentável, combate à corrupção e regras para inteligência artificial

Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, defendeu o desenvolvimento de um agro sustentável, com proteção de mananciais, florestas e biomas. Para ela, a produção rural e a preservação ambiental não devem ser tratadas como interesses opostos. A disputa, em sua avaliação, envolve produtores e meio ambiente de um lado e grileiros e invasores de áreas da União de outro.

Tebet afirmou que a continuidade da produção e das exportações depende da conservação dos recursos naturais. Ela incluiu nesse entendimento tanto a agricultura familiar quanto os grandes produtores e disse que a agenda da sustentabilidade deve permanecer entre as prioridades do país.

Propostas para o Senado

A candidata apontou três frentes para um eventual mandato: o combate ao crime organizado, com atenção especial à violência contra a mulher; a regionalização da saúde pública, para reduzir os deslocamentos de pacientes que buscam atendimento de alta complexidade; e o enfrentamento da corrupção.

Sobre a violência contra a mulher, Tebet defendeu que delegacias especializadas funcionem 24 horas e tenham policiais mulheres. Também propôs que suspeitos deixem as ocorrências com tornozeleira eletrônica e um dispositivo de alerta para impedir a aproximação da vítima.

Ela é favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes que classificou como gravíssimos, como estupro, estupro coletivo e latrocínio. Para delitos menos graves, defendeu a manutenção de medidas socioeducativas e afirmou que a mudança deveria integrar uma reforma mais ampla do sistema penal.

No debate sobre o aborto, Tebet disse apoiar a manutenção das regras atuais, incluindo o atendimento nos casos já previstos em lei. Também afirmou estar aberta à discussão sobre castração química para homens que voluntariamente busquem o tratamento, desde que exista comprovação de eficácia e acompanhamento médico.

Judiciário e indicações ao Supremo

Tebet avaliou que o Supremo Tribunal Federal precisa de uma reorganização imediata. Ela defendeu que denúncias de crimes de responsabilidade contra ministros sejam analisadas pelo Congresso Nacional e sustentou que ninguém está acima da lei.

Entre os temas que, segundo ela, deveriam ser discutidos em uma reforma do Judiciário estão o fim dos penduricalhos, a vitaliciedade com limite de idade e o funcionamento das decisões monocráticas. Para a candidata, o plenário do Supremo deve dar a palavra final nos casos previstos pela Constituição Federal.

Ela também defendeu que, entre as futuras indicações para a Corte, haja preferência por uma mulher negra. A próxima Presidência da República poderá preencher ao menos três cadeiras em razão da aposentadoria compulsória aos 75 anos, além de uma vaga aberta pela aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

Corrupção, dívida e inteligência artificial

Embora hoje seja aliada do governo Lula, Tebet afirmou que mantém críticas ao Partido dos Trabalhadores e reiterou que a corrupção não deve ser associada a um campo político específico. Ao falar de pessoas próximas ao presidente sob suspeita, disse que não coloca a mão no fogo nem pelo próprio marido, mas afirmou não ter visto interferência de Lula na Polícia Federal para proteger familiares.

Para enfrentar a dívida pública, a candidata propôs combater a sonegação, revisar gastos tributários e reduzir despesas como supersalários e emendas parlamentares. Ela estimou que esse conjunto de medidas poderia gerar quase R$ 300 bilhões em três anos, sem retirar a proteção das políticas públicas.

Tebet também declarou apoio a um marco legal para a inteligência artificial. Na avaliação dela, a tecnologia deve ser aproveitada com limites e segurança jurídica, uma exigência que deverá partir do próprio mercado.

A candidata ainda afirmou que não pretende voltar a ocupar um ministério caso o presidente Lula seja reeleito. Disse que seu objetivo é exercer o mandato de senadora e que não precisa presidir o Senado para atuar em favor de São Paulo e do Brasil.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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