Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, reconheceu que a reforma tributária pode simplificar o sistema atual e defendeu que a regulamentação da medida impeça o aumento da carga tributária. A declaração foi feita em entrevista nesta quarta-feira, 16.
Embora o partido Novo não tenha apoiado a reforma no Congresso Nacional, Zema afirmou que foi contrário a alguns pontos, mas reconhece os efeitos da mudança para quem paga impostos. Ele também associou uma eventual redução de impostos à diminuição dos custos da máquina pública.
O candidato defendeu ainda uma reforma administrativa com potencial de economia de R$ 2 trilhões. Segundo ele, a proposta teria como objetivo dar mais racionalidade ao serviço público, com mudanças em aumentos automáticos, salários iniciais e estruturas administrativas.
Na área trabalhista, Zema voltou a defender a possibilidade de contratação por hora, além da CLT. A ideia permitiria que a pessoa definisse a quantidade de horas trabalhadas por semana, conforme sua situação. Para o candidato, a medida ampliaria a liberdade do empregador.
Salário mínimo e Bolsa Família
Zema afirmou que não haverá perda no salário mínimo caso seja eleito. Ele condicionou a possibilidade de ganhos adicionais à melhora das contas públicas, citando medidas como o fim de supersalários, o combate à corrupção, a revisão de contratos e a redução da estrutura do governo.
O candidato também defendeu a continuidade do Bolsa Família e classificou o benefício como “importantíssimo”. Disse que pretende aprimorá-lo e ampliar o atendimento a quem precisa, além de criar uma “porta de saída” para programas sociais.
Segurança e reforma política
Na segurança pública, Zema manteve a defesa do enquadramento de facções e organizações criminosas como terroristas. Ele propôs uma atuação conjunta das Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, COAF e ABIN em uma força-tarefa contra o crime, com a retomada de territórios.
O candidato também afirmou que encaminharia, logo no primeiro mandato, uma reforma política e eleitoral. Entre as medidas citadas estão o fim da reeleição, a adoção de mandato de cinco anos e a unificação das datas das eleições municipais, estaduais e presidenciais.



