Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Adolescência: sinais emocionais que pedem atenção de pais e educadores

Mudanças persistentes no comportamento podem indicar sofrimento e exigem escuta, acolhimento e, quando necessário, apoio profissional.

Adolescência: sinais emocionais que pedem atenção de pais e educadores
Foto: Shutterstock/Portal EdiCase

A adolescência reúne transformações físicas, emocionais e sociais que podem dificultar a expressão de sentimentos. Cobranças, relações sociais, rotina escolar, mudanças no corpo e a construção da identidade fazem parte desse período e podem trazer desafios para pré-adolescentes e adolescentes.

Durante o Setembro Amarelo, a atenção de pais, responsáveis e educadores pode ajudar na identificação de situações de sofrimento. Mais do que procurar sinais isolados, é importante manter espaços seguros de conversa, sem julgamentos ou tentativas de diminuir o que a criança ou o adolescente sente.

Mudanças que merecem observação

Nem toda alteração de comportamento representa um problema de saúde mental. Ainda assim, transformações que permanecem por algum tempo ou fogem muito do padrão habitual merecem ser observadas com cuidado. Entre os possíveis sinais estão o afastamento do convívio, a irritação recorrente, mudanças relevantes nos hábitos de dormir e comer, uma piora inesperada no desempenho escolar, o desinteresse por atividades antes valorizadas e problemas para manter a atenção.

Priscilla Montes, educadora e especialista em Neuroeducação e Desenvolvimento Infantil, orienta que os adultos considerem o conjunto das mudanças e o tempo pelo qual elas permanecem. Oscilações de humor podem fazer parte do desenvolvimento, mas o afastamento, a interrupção de atividades prazerosas e a demonstração prolongada de sofrimento indicam a necessidade de investigar o que está acontecendo.

Tecnologia não substitui a rede de apoio

Alguns adolescentes passaram a usar ferramentas de inteligência artificial para falar sobre sentimentos, conflitos, inseguranças e problemas pessoais. A disponibilidade permanente e a impressão de não estar sendo julgado podem tornar os chatbots atraentes para esse tipo de conversa. A tecnologia, porém, não substitui a escuta de um adulto de confiança nem a avaliação de um profissional de saúde mental.

“Precisamos olhar para isso como um sinal de que talvez esteja faltando um espaço seguro de escuta”, afirma Priscilla Montes. Para a especialista, o uso de tecnologia deve ser acompanhado pela construção de relações humanas capazes de oferecer acolhimento.

A forma como os adultos respondem também influencia a abertura dos jovens. Frases que tratam o sofrimento como uma fase ou afirmam que não há motivo para tristeza podem fazer com que eles se sintam incompreendidos. Em vez de oferecer respostas imediatas, o adulto pode demonstrar disponibilidade, fazer perguntas abertas e reconhecer a importância dos sentimentos relatados.

Redes sociais e busca por ajuda

As redes sociais podem influenciar a maneira como adolescentes percebem o corpo, a vida social e as relações. Comparações frequentes, procura por aprovação e contato com padrões considerados irreais podem aumentar a sensação de inadequação. Por isso, acompanhar o ambiente digital envolve conversar sobre os conteúdos consumidos e sobre os efeitos que eles provocam, além de estabelecer regras.

Família, escola e profissionais especializados podem trabalhar juntos no acolhimento. Quando as mudanças persistem ou o jovem demonstra não conseguir lidar sozinho com o que sente, buscar ajuda profissional é importante. Pais e responsáveis também podem reforçar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza e que existe um adulto de confiança disponível para ouvir.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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