CALIFÓRNIA — A morte do modelo Presley Gerber, aos 27 anos, em uma clínica de reabilitação na Califórnia, reforça a discussão sobre o sofrimento psíquico entre homens. Filho da modelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, ele morreu no domingo (20), durante o Setembro Amarelo, campanha anual de conscientização sobre a prevenção do suicídio e de valorização da vida.
Gerber havia falado sobre a própria saúde mental no podcast Studio22, em 2023. “Tenho enfrentado problemas de saúde mental, depressão e algumas outras coisas que vêm junto com isso”, afirmou. Além da depressão, ele enfrentava ansiedade, ataques de pânico e dependência química.
Dificuldade em buscar ajuda
Homens ainda podem resistir a procurar apoio por vergonha ou medo de julgamentos na família, no trabalho e entre amigos. O receio de serem vistos como doentes, fracos ou menos masculinos contribui para que muitos mantenham as dores em silêncio.
Em alguns casos, o consumo de substâncias ilícitas aparece como uma tentativa de lidar com o sofrimento e pode levar à dependência, agravando o transtorno mental. Cerca de 75% dos suicídios são cometidos por homens. No Brasil, em média 9,5 mil homens por ano tiram a própria vida — 26 por dia, ou 1 a cada 33 minutos.
A classe artística também já perdeu nomes associados a situações de sofrimento mental, entre eles Walmor Chagas, Flávio Migliaccio, PC Siqueira, Fausto Fanti, do Hermes e Renato, e Champignon, da banda Charlie Brown Jr.
Falar sobre saúde mental e buscar tratamento com especialistas são medidas destacadas diante desse cenário. Psicólogos, psicanalistas e psiquiatras podem oferecer orientação. Em situações de urgência, o Centro de Valorização da Vida atende gratuitamente pelo 188, 24 horas, para conversar sem julgamentos ou críticas.



