Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Canais de Lijiang mantêm abastecimento histórico entre montanhas e casas de madeira

Na China, águas da Montanha Nevada do Dragão de Jade atravessam a Cidade Antiga de Lijiang e seguem regras comunitárias de uso.

A Cidade Antiga de Lijiang, no sudoeste da China, conserva um sistema de canais abastecido por águas de montanhas nevadas. A rede atravessa ruas antigas e áreas residenciais, integrando o abastecimento à rotina urbana há vários séculos.

Localizada a 2.400 metros de altitude, Lijiang está em uma região de vales cercados por montanhas. A topografia orientou a organização da cidade, com construções antigas distribuídas ao longo das encostas e vielas adaptadas ao relevo. O formato aberto das áreas construídas também favoreceu a circulação dos moradores.

A água que alimenta os canais vem do derretimento das neves da Montanha Nevada do Dragão de Jade. Os rios formados a partir dessas águas convergem para o Lago do Dragão Negro, de onde o recurso é direcionado por três cursos principais. Eles se dividem progressivamente até formar pequenos regatos que passam diante das residências.

A gestão da água está ligada à cultura Naxi. Regras comunitárias definem horários e locais para o consumo doméstico, com a intenção de preservar a qualidade do recurso. O uso era organizado em poços escalonados para beber, lavar alimentos e higienizar utensílios domésticos. Essa prática de gestão comunitária é reconhecida pela UNESCO.

As casas de madeira foram construídas em integração com as margens dos canais. Beirais trabalhados, pontes de pedra e estruturas flexíveis compõem a paisagem das vielas e ajudam a adaptar as construções aos abalos sísmicos. Os canais de drenagem também foram incorporados aos pátios internos das moradias.

A continuidade do sistema depende da manutenção feita pela comunidade e por órgãos de preservação. A desobstrução das passagens evita o acúmulo de sedimentos e conserva a eficiência da rede. Mesmo com o aumento do fluxo turístico, as regras de uso da água continuam orientando os moradores mais antigos e mantêm os canais integrados ao cotidiano da cidade.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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