A Rosella eximius é procurada por participantes de campeonatos e torneios de ornitologia devido à combinação de cores intensas das penas. A espécie também atrai pessoas interessadas em manter uma ave de companhia, com canto agradável, capacidade de imitar algumas palavras e frases curtas e treinamento para reproduzir assovios.
A criação pode ser feita em propriedades rurais ou em fundos de quintal, desde que a ave seja acomodada em gaiolões ou viveiros compactos. As instalações podem ser artesanais, usando madeira, pregos e arames disponíveis na propriedade, ou adquiridas prontas em lojas especializadas. A atividade é apresentada como uma opção de renda extra e não exige área ampla.
Estrutura e manejo
Para iniciar o plantel com cautela, a indicação é começar com dois casais. Em uma criação com perspectiva de expansão mais acelerada, podem ser utilizados dez machos e fêmeas. A aquisição das matrizes deve ser feita em viveiro profissional ou loja especializada com referência. Entre as tonalidades mais comuns, estão canela, vermelha, lutina, preta, marron e azul, obtidas por mutações e cruzamentos.
A Rosella eximius aprecia o sol da manhã, mas não tolera vento nem frio intenso. Por isso, gaiolas e viveiros devem contar com proteção próxima a paredes, cercas-vivas ou quebra-ventos, sem bloquear a entrada da luz nas primeiras horas do dia. Poleiros de diferentes diâmetros ajudam a exercitar os dedos.
Quando o espaço for um viveiro, a estrutura deve permitir voos. As medidas de 1 x 1 metro ou 2 x 2 metros são indicadas para a movimentação da ave. Nas laterais, fios arredondados nas telas de arame ajudam a evitar danos às penas. Metade da cobertura pode ser fechada com telhas de barro para proteger contra chuva, frio e excesso de calor e sol, enquanto a outra parte permanece descoberta para a entrada da luz natural.
Alimentação e reprodução
A alimentação pode incluir sementes, frutas, hortaliças folhosas, brotos, bagas, nozes, flores, néctar, insetos e larvas. Entre as opções preferidas estão painço, girassol, alpiste, milho, couve, almeirão e jiló. Também há rações específicas e balanceadas disponíveis no varejo de produtos agropecuários.
A espécie convive bem com outras aves, mas pode se tornar agressiva quando há disputa por território, sobretudo no período de reprodução. Por isso, viveiros comunitários não devem ser populosos e precisam contar com ninhos extras. Embora a intensidade das cores ajude a diferenciar os sexos, o teste de DNA é considerado a forma mais segura de evitar erros na formação dos casais.
O acasalamento começa entre um e dois anos de idade e se concentra de agosto a janeiro, com maior ocorrência em setembro. Em média, cada casal faz três posturas por ano, com cerca de cinco ovos em cada uma. A incubação dura cerca de 20 dias, período em que a fêmea permanece a maior parte do tempo no ninho.
Para quem deseja uma ave de estimação, a orientação é retirar o filhote do ninho entre 15 e 20 dias de vida e oferecer papinhas próprias compradas no varejo agropecuário. O contato próximo com as pessoas favorece a docilidade e a adaptação à presença humana.
Originária da Oceania, especialmente do interior da Austrália, a Rosella eximius vive em savanas, bosques abertos e áreas arborizadas próximas a rios. Também pode ser vista em regiões urbanas. No verão, costuma viver em casais ou pequenos grupos; no inverno, forma bandos com até 20 exemplares. A ave pode reproduzir por cerca de 15 anos e ultrapassar 20 anos de idade.
O custo informado é de a partir de R$ 900 por macho ou fêmea, com retorno estimado de 1 a 3 anos. A criação mínima indicada é de 2 casais de cores diferentes. A aquisição deve ser feita com criadores legalizados e com referências. A Nova Abrase (Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos) mantém informações em Instagram, YouTube e site.



