Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Emagrecimento pode mudar o volume e a sustentação do rosto

Perdas importantes de peso podem acentuar flacidez e sulcos; avaliação individual ajuda a definir se há indicação de cuidados estéticos graduais.

Emagrecimento pode mudar o volume e a sustentação do rosto
Foto: Shutterstock/Saúde em Dia

A perda significativa de peso pode alterar o volume, a sustentação e a aparência do rosto. Entre as mudanças possíveis estão bochechas menos preenchidas, têmporas mais profundas, sulcos mais evidentes, flacidez e uma aparência de cansaço mais perceptível.

De acordo com Daiany Rodrigues Freire, enfermeira estética e biomédica estética, a face pode ser acompanhada durante o emagrecimento em casos com indicação. A proposta é observar as mudanças ao longo do processo, em vez de esperar uma redução acentuada de volume e sustentação para só então iniciar os cuidados.

Por que o rosto muda

A face tem compartimentos de gordura que contribuem para seu formato e sua sustentação. Quando ocorre uma perda importante de peso, essas estruturas podem diminuir, reduzindo a projeção e o suporte de algumas regiões.

A intensidade das alterações varia conforme características individuais, como idade, velocidade do emagrecimento, quantidade de peso perdida e qualidade da pele. A situação pode ser mais evidente em pessoas que passaram por ciclos de perda e ganho de peso, conhecidos como efeito sanfona.

Com o envelhecimento, a pele tende a perder parte da capacidade de se adaptar às mudanças de volume. A redução natural de colágeno e outras alterações estruturais podem tornar a flacidez e o aspecto envelhecido mais perceptíveis após uma perda expressiva de peso.

Cuidados durante o processo

Não é necessariamente preciso esperar o fim do emagrecimento para avaliar a face. Quando houver indicação, Daiany cita o uso de pequenas quantidades de ácido hialurônico em pontos estratégicos de sustentação. O objetivo, segundo ela, não é preencher todo o rosto, mas acompanhar a transformação e preservar determinadas estruturas.

“Não precisamos esperar o rosto perder muito volume para começar a cuidar”, afirma Daiany.

O acompanhamento também pode envolver procedimentos voltados à qualidade da pele e ao estímulo de colágeno. A abordagem deve ser gradual, com reavaliações conforme o rosto responde a cada etapa e o peso continua mudando.

A profissional ressalta que isso não significa que toda pessoa em processo de emagrecimento precise fazer preenchimento facial. A decisão depende da anatomia, da idade, da quantidade de peso que será perdida, da velocidade do emagrecimento e das condições da pele.

Por que evitar intervenções de uma só vez

Quando o tratamento começa apenas depois de uma perda importante de estrutura, pode ser necessário combinar mais procedimentos para alcançar o resultado desejado. O acompanhamento progressivo permite observar as mudanças e considerar intervenções menores ao longo do caminho.

Por outro lado, se o peso ainda está mudando, a face também pode passar por novas alterações. Por isso, a orientação é evitar uma grande quantidade de preenchimento de uma única vez e reavaliar a necessidade de novos cuidados durante o emagrecimento.

O objetivo não é reproduzir exatamente a aparência anterior nem compensar toda a redução de gordura com preenchimentos. Para Daiany, a proposta é preservar a identidade da pessoa durante a transformação. “Quero que, durante o emagrecimento, essa pessoa continue se reconhecendo no espelho”, diz.

Assim, a avaliação deve considerar as características de cada face e acompanhar a evolução do processo, associando, quando houver indicação, medidas de sustentação, estímulo de colágeno e cuidados com a qualidade da pele.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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