Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Excesso de treino pode sobrecarregar o coração, alerta avaliação cardiológica

Atividade física protege a saúde cardiovascular, mas treinos extremos sem preparo e descanso podem elevar riscos ao coração.

Excesso de treino pode sobrecarregar o coração, alerta avaliação cardiológica
Foto: SaúdeLAB Foto: SaúdeLab/SaúdeLAB

A prática regular de atividade física ajuda a proteger o coração, mas o aumento excessivo da intensidade e do volume dos treinos pode trazer riscos quando não há preparo ou descanso suficientes.

O exercício reduz a pressão arterial, melhora o colesterol, auxilia no controle da glicemia, fortalece o músculo cardíaco e diminui o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Por outro lado, o sedentarismo é associado a prejuízos cardiovasculares, e os benefícios da atividade dependem do equilíbrio entre esforço e recuperação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana. Nessa faixa, a prática contribui para a longevidade, melhora o fluxo coronariano, aumenta a flexibilidade dos vasos sanguíneos e estimula mecanismos de proteção contra a inflamação vascular.

Quando o esforço pode se tornar excessivo

A preocupação aparece principalmente em treinos de alta performance realizados de forma contínua, com volumes extenuantes e sem o período necessário de regeneração. Em atletas de endurance extrema, esforços de várias horas em ritmo máximo podem provocar elevações temporárias de marcadores de lesão cardíaca no sangue e sobrecarregar as cavidades do coração.

A repetição desse estresse ao longo dos anos pode favorecer remodelações e fibrose, com a formação de pequenas áreas de tecido fibroso no músculo cardíaco. Também podem ocorrer arritmias e calcificação coronariana, caracterizada pelo aumento do escore de cálcio nas artérias em pessoas mais vulneráveis.

A recomendação não é abandonar os treinos intensos, mas considerar os limites individuais e os sinais de exaustão. Queda no rendimento, cansaço excessivo, distúrbios do sono e aumento da frequência cardíaca em repouso indicam que o limite fisiológico pode ter sido ultrapassado.

Antes de participar de provas de resistência ou seguir planilhas intensas, é importante fazer avaliações cardiológicas periódicas. Exames de imagem e testes de esforço ajudam a analisar a estrutura do coração e a estabelecer limites com mais segurança.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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