A chamada “malhação do pênis” não funciona como a musculação de braços ou pernas. O órgão não é formado por músculos voluntários que possam ser treinados para aumentar de tamanho, mas está ligado ao assoalho pélvico, conjunto muscular relacionado à ereção, à ejaculação e ao controle urinário.
Os exercícios para essa região podem contribuir para a função sexual masculina, desde que sejam feitos com contrações voluntárias e controladas, alternadas com momentos de relaxamento. A prática deve ocorrer fora do banheiro. Interromper repetidamente o fluxo de urina não é recomendado, porque pode prejudicar o funcionamento normal da bexiga; essa manobra serve apenas para ajudar a identificar a musculatura.
Contração e relaxamento
A intensidade não é o principal fator para obter resultados. Fazer força excessiva ou aumentar demais as repetições não garante mais benefícios. O objetivo é desenvolver o controle da contração e do relaxamento, e a regularidade é mais importante do que um esforço extremo.
Manter o assoalho pélvico contraído o tempo todo também não é adequado. O excesso de tensão pode estar associado a sintomas incômodos e, nesses casos, o treino deve ser reavaliado individualmente com acompanhamento profissional.
Lucimar Ghelfi, psicóloga, psicoterapeuta sexual e cofundadora da Lucy, empresa especializada em terapia cognitivo-comportamental para saúde sexual masculina, afirma que o desempenho sexual não depende apenas da rigidez da ereção ou do tempo até a ejaculação. Para ela, o assoalho pélvico é uma das estruturas envolvidas na resposta sexual.
O fortalecimento dessa musculatura pode melhorar a função sexual, mas não aumenta o tamanho do pênis como ocorreria com um músculo submetido à musculação. Por isso, não se deve confundir os exercícios com técnicas que prometem crescimento peniano.
Métodos divulgados nas redes sociais com promessas de ereções mais fortes, maior controle da ejaculação ou aumento quase instantâneo devem ser avaliados com cautela. Antes de adotar qualquer técnica, é importante verificar se há evidências científicas sobre sua eficácia e segurança. O treino do assoalho pélvico é gradual e não equivale a fórmulas de resultado rápido.



