Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
O radar da região e do país
Saúde

Lagarto de chifres lança sangue pelos olhos para afastar predadores

O mecanismo vascular do lagarto de chifres do Texas pode surpreender cães e coiotes, mas não é acionado em todo encontro.

O lagarto de chifres do Texas, Phrynosoma cornutum, tem uma defesa incomum: pode expelir sangue pela região dos olhos quando ameaçado por determinados predadores. O mecanismo não representa o rompimento do globo ocular. O sangue é mobilizado por vasos localizados ao redor dos olhos e lançado após o aumento da pressão no seio orbital.

A espécie é encontrada em áreas da América do Norte. Seu corpo achatado, a coloração semelhante à do chão e as projeções na cabeça contribuem para a camuflagem e dificultam a captura. Essas características, porém, não devem ser atribuídas automaticamente a qualquer lagarto de aparência espinhosa.

Uma defesa que depende da ameaça

Antes de lançar sangue, o animal pode permanecer imóvel, usar a camuflagem, fugir ou adotar uma postura defensiva. O Animal Diversity Web, ligado à Universidade de Michigan, descreve que a resposta varia conforme o predador. Contra um perseguidor, ficar parado pode ser útil em certas situações; diante de um ataque surpresa, escapar pode oferecer mais vantagem.

As projeções do corpo também dificultam que o agressor alcance e engula o lagarto. Por isso, a defesa reúne diferentes recursos: a camuflagem reduz a chance de localização, a fuga ou a imobilidade respondem ao tipo de ameaça, e a estrutura corporal acrescenta obstáculos à captura.

O jato de sangue depende de um mecanismo vascular específico e não aparece necessariamente em todos os encontros. A pressão aumenta em uma região vascular ao redor dos olhos, permitindo que o sangue encontre uma passagem e seja expelido. Não se trata de uma lágrima vermelha produzida por uma glândula.

Efeito sobre cães e coiotes

A literatura sobre lagartos de chifres descreve esse recurso como especialmente relevante diante de canídeos, grupo que inclui cães e coiotes. O contato com o sangue pode provocar rejeição e interromper a tentativa de captura, criando uma oportunidade para o animal escapar.

Essa reação não pode ser generalizada para todos os predadores. Aves e serpentes, por exemplo, podem localizar, capturar e processar suas presas de maneiras diferentes. A eficácia da defesa depende da relação entre o lagarto, o agressor e as condições do encontro.

O departamento de vida silvestre do Texas também destaca a importância das formigas na alimentação da espécie e os problemas associados à perda de habitat. O lagarto depende de locais adequados para se abrigar, regular a temperatura e encontrar alimento.

A defesa combina aparência, comportamento e funcionamento do corpo. O animal precisa primeiro evitar ser localizado e, depois, dificultar que seja capturado ou engolido. Perseguir ou apertar um lagarto para provocar o jato pode causar estresse e machucá-lo. O fenômeno deve ser observado como uma resposta biológica, não como uma demonstração para câmeras.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.