Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Estudo do MIT contesta críticas à Geração Z e aponta avanço de empregos descartáveis

Pesquisa com mais de 6.000 trabalhadores indica que jovens ainda buscam estabilidade, enquanto 35% dos trabalhadores têm empregos descartáveis.

Estudo do MIT contesta críticas à Geração Z e aponta avanço de empregos descartáveis

Uma pesquisa conduzida por Paul Osterman, professor emérito do MIT, indica que a Geração Z ainda busca bons empregos e carreiras estáveis. O levantamento, feito com mais de 6.000 trabalhadores e quase 100 entrevistas, contrariou a ideia de que os jovens não querem trabalhar ou não se interessam por construir uma trajetória profissional.

A análise aponta que o principal problema está nas características oferecidas pelas empresas. Para Osterman, “o desejo dos jovens de conseguir um bom emprego e construir uma carreira estável” continua existindo, mas muitos trabalhadores são colocados em funções sem perspectiva de permanência ou crescimento.

Empregos sem perspectiva

Os dados mostram que 35% dos trabalhadores americanos, o equivalente a mais de 55 milhões de pessoas, ocupam o que o estudo classifica como empregos descartáveis. Nesses postos, os funcionários sabem desde o início que podem ser substituídos com facilidade e que essa condição dificilmente mudará.

As empresas teriam criado essas posições de forma intencional. Os empregos não exigem treinamento e não oferecem oportunidades de desenvolvimento profissional. Também não permitem que os funcionários construam uma carreira de longo prazo, já que a permanência poderia dificultar a substituição por uma alternativa mais barata.

O levantamento associa, portanto, a dificuldade de alcançar estabilidade não à falta de interesse dos jovens, mas à expansão de postos desenhados para serem facilmente substituídos. Mais de 55 milhões de pessoas estão nessa situação, que não dá sinais de mudança no curto prazo.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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