BELO HORIZONTE — As cotações do boi gordo subiram em boa parte do Brasil nesta quarta-feira (23/9), em um cenário de oferta restrita de animais e vendedores firmes nos preços. A Scot Consultoria informou que frigoríficos interessados em preservar escalas confortáveis aceitaram pagar os valores pedidos, mesmo com o escoamento de carne em um período sazonalmente mais fraco.
Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), consideradas referências para o mercado, o boi gordo avançou R$ 5 e alcançou R$ 350 a arroba. O “boi China” passou a R$ 360 a arroba, enquanto a vaca chegou a R$ 335 a arroba, ambos com alta de R$ 5. A novilha teve aumento de R$ 2 e foi cotada a R$ 347 a arroba.
Também houve valorização em outras 12 praças acompanhadas pela consultoria. A lista inclui Dourados, Campo Grande e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, além de Belo Horizonte, norte de Minas Gerais, Marabá (PA) e Redenção (PA). Nas 19 regiões restantes, não houve mudança nos preços.
Relação entre boi gordo e bezerro
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou que os preços do boi gordo e do bezerro aumentaram entre setembro de 2025 e setembro de 2026. A reposição, porém, teve valorização maior, o que reduziu as margens do pecuarista terminador.
Até o dia 22, a média à vista do indicador Cepea/Esalq para o boi gordo estava em R$ 350,30 a arroba, alta real de 11,3% ante setembro de 2025. O bezerro nelore de 8 a 12 meses, em Mato Grosso do Sul, registrou média de R$ 3.399,04 a cabeça, crescimento de 13,6% na mesma comparação. Para o Cepea, a menor oferta de animais para reposição e a demanda firme ajudaram a sustentar esse preço.
A compra de um bezerro exige atualmente 9,7 arrobas de boi gordo, acima das 9,51 arrobas de um ano antes e das 8,21 arrobas de setembro de 2024. O resultado é o mais desfavorável desde outubro de 2021, quando a necessidade era de 10,27 arrobas. Em 2026, a média está em 9,62 arrobas, enquanto a série histórica iniciada em fevereiro de 2000 registra média de 7,90 arrobas.



