O mercado físico do boi gordo registrou novas altas nesta terça-feira (29), com avanço nas principais regiões produtoras. Em São Paulo, a arroba alcançou R$ 362,25, ante R$ 360,27 no dia anterior.
As cotações também subiram em Goiás, para R$ 350,43, contra R$ 349,64; em Minas Gerais, para R$ 349,71, ante R$ 348,24; em Mato Grosso do Sul, para R$ 357,05, contra R$ 356,70; e em Mato Grosso, para R$ 339,73, ante R$ 336,28.
O analista da Safras & Mercado Fernado Henrique Iglesias informou que as escalas de abate estão concentradas entre seis e sete dias úteis. A situação mantém a tendência de alta no curto prazo, com maior pressão sobre frigoríficos de pequeno e médio porte, que têm mais dificuldade para completar as programações.
As grandes indústrias operam em situação mais confortável, apoiadas por animais de contratos de parceria e pelo uso de confinamentos próprios. Mesmo com a valorização recente da arroba, o contrato de outubro continua negociado com prêmio sobre o mercado físico, favorecendo operações de hedge e proteção de margens.
No atacado, a carne bovina permanece nos níveis mais altos alcançados após os reajustes. A proximidade da virada do mês pode estimular a reposição entre atacado e varejo, embora a proteína siga menos competitiva que as concorrentes, especialmente a carne de frango.
Os preços foram de R$ 21,50 por quilo para o quarto dianteiro, R$ 28,00 para o quarto traseiro e R$ 20,00 para a ponta de agulha.
O dólar comercial fechou em baixa de 0,17%, a R$ 5,2162 para venda e R$ 5,2142 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,1970 e R$ 5,2410.



