Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Economia prateada amplia demanda por saúde, mobilidade e cuidados em casa

Envelhecimento populacional impulsiona produtos para autonomia, recuperação e assistência domiciliar, com venda e aluguel de equipamentos.

Economia prateada amplia demanda por saúde, mobilidade e cuidados em casa
Foto: Unicon/SPK Digital/DINO

O envelhecimento da população está ampliando a procura por produtos e serviços ligados à saúde, à mobilidade, à autonomia e aos cuidados em casa. Em 2026, pessoas com 60 anos ou mais devem responder por 27% dos gastos de consumo no mundo, movimentando cerca de US$19 trilhões, conforme levantamento do World Data Lab, NielsenIQ e Silver Economy.

A mudança demográfica também fortalece a chamada economia prateada, formada por soluções voltadas às necessidades e ao poder de consumo da população mais velha. De acordo com o World Data Lab, os mercados específicos desse segmento já movimentam cerca de US$ 4,5 trilhões no mundo. Saúde, cuidados, adaptações para a rotina e tecnologias relacionadas à longevidade estão entre as áreas abrangidas.

Produtos para preservar a autonomia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 2,5 bilhões de pessoas necessitem de pelo menos um produto de tecnologia assistiva. Esse número pode superar 3,5 bilhões até 2050. Para a entidade, esses recursos ajudam a manter ou melhorar a funcionalidade e a independência dos usuários, especialmente diante do envelhecimento populacional e do aumento das doenças crônicas.

Entre os itens estão cadeiras de rodas, cadeiras de banho, andadores e muletas, usados tanto por pessoas com limitações permanentes quanto por quem passa por um período de recuperação. Meias de compressão e equipamentos para cuidados domiciliares também atendem necessidades específicas de saúde e bem-estar.

A forma de acesso varia conforme o tempo de uso. A compra tende a ser considerada quando o equipamento será necessário por um período prolongado. Já o aluguel pode atender recuperações após procedimentos, acidentes ou fases de maior demanda por cuidados em casa. A OMS aponta o custo como uma das principais barreiras globais à tecnologia assistiva.

Venda e aluguel em Brasília

Na Asa Sul, em Brasília, a Unicon, localizada na região conhecida como Rua das Farmácias, atua com venda e aluguel de produtos hospitalares, ortopédicos e de mobilidade. A empresa atende pessoas que precisam de equipamentos por longo período e famílias que buscam soluções para fases específicas de recuperação ou assistência domiciliar.

“Há quem procure uma cadeira de rodas para uso contínuo, mas também há famílias que precisam do equipamento por algumas semanas durante uma recuperação”, afirma Pedro Pedrosa, representante da Unicon. Segundo ele, a oferta de venda e aluguel acompanha diferentes situações de uso.

Além das cadeiras de rodas e de banho, andadores, muletas, meias de compressão e outros artigos fazem parte da demanda. O público inclui idosos, pessoas em recuperação, pacientes com limitações temporárias e familiares responsáveis pelos cuidados diários.

Pedrosa afirma que a orientação sobre a rotina do usuário pode revelar a necessidade de outros produtos, como cadeira de banho ou andador. A equipe, segundo ele, apresenta as características das opções disponíveis e considera as orientações dos profissionais que acompanham cada caso.

A empresa também reúne artigos ortopédicos, itens destinados a profissionais e estudantes da área da saúde e produtos para mobilidade e cuidados domiciliares. Para Pedrosa, o avanço desse mercado exige novas formas de atendimento, incluindo um serviço personalizado e alternativas de acesso aos equipamentos.

A expansão da economia da longevidade muda a relação dos consumidores com os produtos de saúde. A demanda passa a incluir não apenas situações de doença ou dependência permanente, mas também a preservação da autonomia, a adaptação temporária da rotina e a busca por mais segurança nos cuidados realizados em casa.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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