Belo Horizonte, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Compras brasileiras de fertilizantes nitrogenados caem 20% em 2026

Importações de ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio atingem o menor nível dos últimos seis anos, aponta a StoneX.

Compras brasileiras de fertilizantes nitrogenados caem 20% em 2026

As importações brasileiras de nitrogênio contido em fertilizantes caíram aproximadamente 20% em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O recuo considera as compras de ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio e levou o volume importado ao menor nível dos últimos seis anos, segundo a StoneX.

A ureia respondeu por 2,8 milhões de toneladas importadas de janeiro a agosto, queda de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. No caso do nitrato de amônio, a redução chegou a 25%.

Para Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da StoneX, a recomposição dos estoques de fertilizantes nitrogenados avança lentamente enquanto o mercado brasileiro se aproxima da safrinha. A expectativa é que as compras ganhem ritmo na segunda metade do ano, com a busca por cargas destinadas ao abastecimento necessário para o plantio de milho.

“Contudo, chama atenção o fato de que, em 2026, os compradores brasileiros pareçam estar passivos e ainda bastante cautelosos em um período-chave para as aquisições de fertilizantes”, afirmou Pernías.

Possível aumento das exportações chinesas

A avaliação é que compradores brasileiros podem estar esperando condições mais favoráveis para fechar negócios. A possibilidade de a China ampliar as exportações de ureia nos próximos meses pode beneficiar o Brasil, mas Pernías recomenda cautela com a expectativa de queda dos preços.

Entre os fatores de pressão estão o tráfego reduzido pelo Estreito de Ormuz, a alta dos custos do gás natural, usado na fabricação dos nitrogenados, e as incertezas sobre as negociações entre os EUA e o Irã. Também não está definido se o conflito terá desfecho no quarto trimestre do ano.

O analista acrescenta que a recomposição dos estoques para a próxima safra dos Estados Unidos se aproxima conforme os meses avançam. Com isso, compradores que adiarem as aquisições podem ter de disputar cargas com os compradores do Hemisfério Norte, dependendo das decisões norte-americanas.

Texto produzido pela Redação Radar do Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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