Os preços da ureia subiram pela quinta semana consecutiva nos portos brasileiros, mesmo com a queda nas entregas de fertilizantes no país. O avanço acumulado nas últimas cinco semanas se aproxima de 20%, conforme levantamento da StoneX.
A cotação mais recente chegou a US$ 488 a toneladas. Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado, afirmou que o movimento exige atenção dos compradores, que devem avançar nos próximos meses na recomposição dos estoques para a safrinha.
Entre os fatores associados à alta estão o aumento da demanda brasileira, o pessimismo sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, os custos elevados do gás natural e rumores de que a Índia poderá voltar em breve ao mercado comprador.
Efeito sobre os produtores de milho
Apesar da elevação, Pernías avaliou que o cenário para os produtores de milho no Brasil está mais favorável do que há alguns meses. Durante os momentos mais críticos do conflito no Oriente Médio, o preço da ureia se aproximou de US$ 800 a tonelada, acima do nível atual.
O analista também relacionou a situação ao mercado de milho. “Com o aumento dos preços no mercado de milho, por fim, estima-se que a receita potencial dos produtores desse cereal tende a aumentar”, afirmou.
Segundo Pernías, a valorização do milho pode melhorar a relação de troca para a compra de insumos e favorecer o consumo de fertilizantes nitrogenados. “Além disso, um milho mais caro significa, potencialmente, relações de troca melhores para a aquisição de insumos”, resumiu.



